É tão bom sonhar. Viver a vida e preservar para mim o que de mais intimo sempre é meu, porque se encerna nos meus pensamentos, existe para mim e se esgota em mim. É me tão pessoal que me perco neles. Projecto e sustento a realidade com a mente no sonho, daquilo que seria se pudesse, aquilo que sentiria ou viveria se apenas o sonho fosse real.
Mas e quando o é? Sou tão idealista que nem vejo o que se depara diante de mim. Idealizo o sonho mas esse nunca será real. Se o sonho se tornar real deixa de ser sonho e passa a realidade, assim volto a sonhar porque não vejo o sonho real, só o sonhado que nunca, por mim, por minha falha nunca será real.
Escondo o rosto na vergonha, chafurdo a cara na minha demência, no reconhecimento de que me perco em sonhos e passo a vida a sonhar. Nada me contenta, nada me satisfaz, por mais que corra levo me comigo, como me rasgar de mim e evoluir? Como deixar de sonhar e ver o que está mesmo diante de mim, sob pena de o perder, ve lo esfumar se, deixar se levar pela minha falha, pela minha idiotice ou pela minha constante ilusão de tentar permanecer no limbo de duas existências paralelas, esta real e a outra sonhada que andam perigosamente de mão dada e me fazem perder a noção do real.
Tudo quanto tenho são sonhos falhados. Tudo quanto tenho são sonhos vãos. Carrego a certeza da inutilidade da minha aparente força, que força dia após dia uma graça, uma piada, um reagir, um sorriso.
É tão fácil explicar um sorriso, mas um pesar nos olhos, um pesar nos ombros é tão mais facil esconder....
Talvez procure conforto imediato, talvez procure um sonho, um ideal de pessoa que me respeite e me veja realmente por quem sou, talvez viva o sonho, ainda está por concretizar a ilusão de amor, então sonho, sonho profundamente, misturo o que foi com o que podia ser e gostava que fosse, sonho mas não acordo, sonho acordada e vejo o sonho mesmo onde só encontro a dura realidade.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Carta de suicídio
Sou apenas um fantasma, correm a música e as lágrimas pela triste percecpção que também eu sou um fantasma. Deambulo a terra em procura não sei bem do quê, da tão advogada felicidade, tão rara, tão longe de mim.
Só me apetece fugir mas não sei para onde, não quero esta vida, não quero este pesar, não quero estar na sombra, quero brilhar.
Mas deixem me estar. Todos sorriem e fazem por outros em minutos o que em anos nunca fizeram por mim, outros fingem lembrarem-se de mim para que me possam ter on hold, como num filme, de vida, da deles, não da minha, a quem retornar um dia mais tarde.
Então sou um fantasma, que deambula de vida em vida, de felicidade em felicidade, não da minha, mas da de outrém, que no fim se esquece como tudo no mundo.
Então sou um não ser, se somos pela memória de outros eu não existo em muitos mundos. Não sou indispensável a ninguém, nem a mim mesma, já que de mim queria fugir.
Poderia ser qualquer outra pessoa, mas tinha de ser esta ignóbil, vil, desprezível e detestável existência de quem não vive mas deixa passar a vida, à espera que o amanhã me traga o amanhã, aquele dia em que não sou fantasma.
É este o pagamento por uma vida? Então muitos andam a crédito, queria creditar, queria acreditar, que não sou fantasma mas sou. Sou invisivel, sou transparente, passam através de mim, então para quê adiar o inadiável?
Agora sim sou fantasma...ah que leveza....deambulo de terra em terra e nada mais faço que observar, o que podia ter dito e não disse, o que podia ter feito e não fiz, quem me podia ter amado e não amou...
Sou finalmente uma não existência sem consciência, não penso, não como, não choro, não respiro, não receio nem anseio, afinal, a diferença não é muita... já estava morta há muito.
Só me apetece fugir mas não sei para onde, não quero esta vida, não quero este pesar, não quero estar na sombra, quero brilhar.
Mas deixem me estar. Todos sorriem e fazem por outros em minutos o que em anos nunca fizeram por mim, outros fingem lembrarem-se de mim para que me possam ter on hold, como num filme, de vida, da deles, não da minha, a quem retornar um dia mais tarde.
Então sou um fantasma, que deambula de vida em vida, de felicidade em felicidade, não da minha, mas da de outrém, que no fim se esquece como tudo no mundo.
Então sou um não ser, se somos pela memória de outros eu não existo em muitos mundos. Não sou indispensável a ninguém, nem a mim mesma, já que de mim queria fugir.
Poderia ser qualquer outra pessoa, mas tinha de ser esta ignóbil, vil, desprezível e detestável existência de quem não vive mas deixa passar a vida, à espera que o amanhã me traga o amanhã, aquele dia em que não sou fantasma.
É este o pagamento por uma vida? Então muitos andam a crédito, queria creditar, queria acreditar, que não sou fantasma mas sou. Sou invisivel, sou transparente, passam através de mim, então para quê adiar o inadiável?
Agora sim sou fantasma...ah que leveza....deambulo de terra em terra e nada mais faço que observar, o que podia ter dito e não disse, o que podia ter feito e não fiz, quem me podia ter amado e não amou...
Sou finalmente uma não existência sem consciência, não penso, não como, não choro, não respiro, não receio nem anseio, afinal, a diferença não é muita... já estava morta há muito.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Amo - te, agora e sempre...
A vida nem sempre nos traz aquilo que queremos.
Temos sempre a ideia absoluta do que constitui a nossa felicidade e negligenciamos o óbvio... nem sempre a felicidade está onde pensamos que ela está, passamos ao lado dela sem a reconhecermos.
No dia a dia vemos a felicidade estampada no rosto de muitos e invejamos aquilo que pensamos que não temos, ficamos tristes porque queriamos ser mais magros ou gordos, loiros ou morenos, baixos ou altos, queriamos aquele emprego que pensavamos de sonho e partimos numa demanda desenfreada para obter aquilo que pensamos que queremos e necessitamos para nos sentirmos completos...
Carpe Diem, vive o dia, há quem tenha o plano de não fazer planos. Ver onde a vida nos leva, viver dia após dia sem lutar por nada ou ninguém, deixar ao destino ou à vida, o desfecho dos actos traçados no presente.
Mas e se o amanhã não existisse?
Como te disse tantas vezes que não pusesses os pés em cima da mesa carissima de cerejeira, como te disse tantas vezes que se lavasses a louça de vez em quando não te caía um braço, como te disse tantas vezes que detestava que deixasses a tampa da sanita levantada... como te disse tão poucas vezes que te amo.
Saíste de manhã, com a mesma azáfama de sempre. Eu a tentar dar o pequeno almoço aos miúdos. A Catarina a chorar pela chupeta que caíu da cadeirinha, o André a reclamar a mochila do Homem Aranha que todos os miudos têm menos ele, a Luísa a remecher os cereais com aquela música infernal nos ouvidos.
Passaste pela cozinha, deste um beijo a cada um dos teus 3 filhos e saíste, ainda zangado comigo, pela briga da noite passada, ja não nos riamos tanto como quando casamos. Porquê?
Queria dizer-te "Desculpa", mas não disse, Queria ter-te dito "Conduz com cuidado, está um tempo terrível", mas não disse, devia ter-te dito "Amo-te" mas não te disse; e quando me disseram que chovia muito, o condutor da frente parou de repente porque não viu o transeunte na passadeira e tu te desviaste para não embater em ninguém e acabaste por ser levado por outro veículo em excesso de velocidade, pensei, devia ter-to dito todos os dias.
Devia ter pensado que o plano de não fazer planos resultou para nós mas mesmo assim tivemos foi sorte por termos tido anos até ficar tudo por dizer. "Amo-te", apesar das brigas, "quero -te", embora muitas vezes te odeie, "quero uma vida contigo, a teu lado sinto me bem", embora não faça planos para o futuro.
Agora não voltas mais, não é um sonho é uma realidade, de manhã eramos um e agora só sou metade e a última memória tua é aquela tua cara, de olhos tristes e expressão cansada, que passaram por mim e não me viram, resolveram deixar para depois o gosto da reconciliação, para quando os miudos estivessem a dormir, para quando estivessemos a sós, com um copo de vinho na mão em frente à lareira do nosso lar. Esse era o plano, deixar que o dia passasse e depois logo se via, logo aconteceria, mas não aconteceu. E tu não me disseste o quanto me amavas e eu não te abracei nos meus braços antes que ficasses assim, rígido, frio, morto.
Será tarde para dizer que te amo? Que não imagino a minha vida sem ti?
Será tarde para dizer o quanto queria voltar atrás e passar aquele tempo que gastamos a discutir a fazer amor? Será tarde para dizer que mais valia ter feito o plano de planear não ter planos mas mesmo assim amar te, de 5 em 5 segundos?
Como se vive, quando parte de nós morre? Como se acorda todos os dias para um novo dia quando ainda ha pouco estavas aqui do meu lado, a dançar comigo e logo a seguir a brigar comigo e chamar me de paranoica! Como se vive quando não mais te posso beijar, cheirar e ter em mim?
Agora ja é tarde. já não voltas a entrar por aquela porta, já não me ouves e eu tinha ainda tanto para te dizer....
Temos sempre a ideia absoluta do que constitui a nossa felicidade e negligenciamos o óbvio... nem sempre a felicidade está onde pensamos que ela está, passamos ao lado dela sem a reconhecermos.
No dia a dia vemos a felicidade estampada no rosto de muitos e invejamos aquilo que pensamos que não temos, ficamos tristes porque queriamos ser mais magros ou gordos, loiros ou morenos, baixos ou altos, queriamos aquele emprego que pensavamos de sonho e partimos numa demanda desenfreada para obter aquilo que pensamos que queremos e necessitamos para nos sentirmos completos...
Carpe Diem, vive o dia, há quem tenha o plano de não fazer planos. Ver onde a vida nos leva, viver dia após dia sem lutar por nada ou ninguém, deixar ao destino ou à vida, o desfecho dos actos traçados no presente.
Mas e se o amanhã não existisse?
Como te disse tantas vezes que não pusesses os pés em cima da mesa carissima de cerejeira, como te disse tantas vezes que se lavasses a louça de vez em quando não te caía um braço, como te disse tantas vezes que detestava que deixasses a tampa da sanita levantada... como te disse tão poucas vezes que te amo.
Saíste de manhã, com a mesma azáfama de sempre. Eu a tentar dar o pequeno almoço aos miúdos. A Catarina a chorar pela chupeta que caíu da cadeirinha, o André a reclamar a mochila do Homem Aranha que todos os miudos têm menos ele, a Luísa a remecher os cereais com aquela música infernal nos ouvidos.
Passaste pela cozinha, deste um beijo a cada um dos teus 3 filhos e saíste, ainda zangado comigo, pela briga da noite passada, ja não nos riamos tanto como quando casamos. Porquê?
Queria dizer-te "Desculpa", mas não disse, Queria ter-te dito "Conduz com cuidado, está um tempo terrível", mas não disse, devia ter-te dito "Amo-te" mas não te disse; e quando me disseram que chovia muito, o condutor da frente parou de repente porque não viu o transeunte na passadeira e tu te desviaste para não embater em ninguém e acabaste por ser levado por outro veículo em excesso de velocidade, pensei, devia ter-to dito todos os dias.
Devia ter pensado que o plano de não fazer planos resultou para nós mas mesmo assim tivemos foi sorte por termos tido anos até ficar tudo por dizer. "Amo-te", apesar das brigas, "quero -te", embora muitas vezes te odeie, "quero uma vida contigo, a teu lado sinto me bem", embora não faça planos para o futuro.
Agora não voltas mais, não é um sonho é uma realidade, de manhã eramos um e agora só sou metade e a última memória tua é aquela tua cara, de olhos tristes e expressão cansada, que passaram por mim e não me viram, resolveram deixar para depois o gosto da reconciliação, para quando os miudos estivessem a dormir, para quando estivessemos a sós, com um copo de vinho na mão em frente à lareira do nosso lar. Esse era o plano, deixar que o dia passasse e depois logo se via, logo aconteceria, mas não aconteceu. E tu não me disseste o quanto me amavas e eu não te abracei nos meus braços antes que ficasses assim, rígido, frio, morto.
Será tarde para dizer que te amo? Que não imagino a minha vida sem ti?
Será tarde para dizer o quanto queria voltar atrás e passar aquele tempo que gastamos a discutir a fazer amor? Será tarde para dizer que mais valia ter feito o plano de planear não ter planos mas mesmo assim amar te, de 5 em 5 segundos?
Como se vive, quando parte de nós morre? Como se acorda todos os dias para um novo dia quando ainda ha pouco estavas aqui do meu lado, a dançar comigo e logo a seguir a brigar comigo e chamar me de paranoica! Como se vive quando não mais te posso beijar, cheirar e ter em mim?
Agora ja é tarde. já não voltas a entrar por aquela porta, já não me ouves e eu tinha ainda tanto para te dizer....
"O que há me mim é sobretudo cansaço" (F.Pessoa)
Escusas de te esconder, escusas de fazer de conta que não estás aí, escusas de fazer de conta de que não existo porque não te queres incomodar, até porque na realidade EU não me quero incomodar, não quero dizer, vezes e vezes sem conta aquilo que não percebes nem te entra na cabeça, escrever porque nem te dignas a falar, esboçar um sorriso quando me apetece mandar tudo às urtigas, não quero ter de cumprimentar quem me conhece, não quero ter de me explicar seja a quem for, não me apetece apetecer, só me apetece permanecer, pávida e serena, "ver passar a vida faz me tédio", as quiriquices femininas de o que vestir, pintar a unha, ser fútil, inteligente, boa na cama, boa empregada de limpeza e de escritório, boa mãe, amiga e companheira, para suprimir as vossas falhas, a do sexo forte, que não suporta dor, chora feito cãozinho por atenção, tem ciúmes dos próprios filhos, são dependentes, necessitados e cheios de máscaras, Eu não quero ninguém, Óptimo, Fui demasiado ferido para voltar ao mesmo, Ok já percebi, Não és tu sou eu, Podes crer que sim freak, os demais seguem em frente com coragem de leão, dão nomes às coisas em vez de desculpas, não se escondem nem se refugiam naquilo que pensam ser eterno, newsflash, no fim quando a luz se apagar, és tu contigo mesmo, sozinho suspiras, sozinho questionas como será depois, sozinho te apercebes que sozinho estás mesmo quando acompanhado, Quero estar na boa, Pois então fica, Adeus, Adeus vai pela sombra, não te escondas não há necessidade, o live arbitrio é algo de fantastico comum a todos os seres, não há necessidade de esconder que não tens vontade de te explicar ou comunicar, Mas quero te quando voltar, Azar o teu, Já não me tinhas quando partiste, podes parar de te esconder, aparece e desaparece como quiseres, cresce e aparece, o logro é entediante, assim como a descoberta do engodo, que tanto me faz rir, para quem não se incomoda dás te ao trabalho, a vida é mesmo assim, não queres há quem queira, a minha existência continua e não se prende, haha, o triste pensar e achingalhar, inocente, ignorante, é preciso bem mais que isso, vejo a vida passar como se a mim não pertencesse, sou portuguesa, sou brava, orgulhosa e teimosa, sou boa demais e nunca boa suficiente, sou espectadora e espectáculo, estou entediada e em piloto automático, fazes ricochete em mim, "orgulhosamente sós".
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Auto - retrato
Era uma vez uma mulher. Igual a tantas outras, morena, olhos escuros, pesar no rosto, desconfiança no olhar.
Tinha uma rotina diária inabalável, teria o hábito a consumido ou então o logro da segurança aparente de quem não sai da linha, de quem não passa além do risco auto-traçado defenido o destino, o rumo que haveria de tomar?
Desde sempre tinha realizado o mesmo trabalho, a mesma coisa vezes e vezes sem conta, como qualquer adolescente sonhava com glória e fama, reconhecimento e felicidade sem nunca se aperceber que a felicidade estava nos momentos presentes e passados, no agora vivido, no agora sentenciado e não planeado.
Passava a vida a fazer planos, metas dizia ela, objectivos, os quais se propunha alcançar, supostamente a felicidade e a vida avançam assim.
Presa nos objectivos vivia cada dia a pensar na meta que nunca atingia. Ou porque desistia a meio ou assim de repente planeava algo diferente.
Na realidade fugia, não sabia bem do quê, mas se não fosse convencional não lhe servia, mas mesmo assim gritava em plenos pulmões que era diferente, que era mais que ninguém, mais inteligente, mais audaz....
Um dia acordou. Tinha pele enrugada e olhos tristes. Em retrospectiva, não viveu a vida.... passou a fazer planos, de vida, de como deveria viver no próximo ano e esse nunca chegava.... pelo caminho esqueceu se de como se vivia. Refugiava -se em pena própria do infortunado destino que nunca a ajudava a ser alguém, a conseguir algo.
Procurava felicidade no amor, mas desperdiçou a a olhar sempre pelo ombro. Havia sempre alguém que sabia mais do que ela, havia sempre alguém que a enganava... destino cruel que colocava no caminho dela quem a traía e não merecia, esquecendo se de ver aquilo que realmente importava, prestando atençao à parte do discurso que poderia dizer que ele se contradisse e então, mentiu, traiu e não prestou atenção à parte que dizia "amo-te".... nos gestos, nas pequenas coisas. Esqueceu se que o amor e a confiança se conquistam e não se emboscam, então deitou tudo a perder e amaldiçoou o destino por ser tão odiável com ela.
Esqueceu se de lutar, esqueceu - se de se esquecer do passado, de passar uma borracha no que lhe tinha magoado e não seguiu em frente. Vezes e vezes sem conta não relaxou, sufocou e perdeu a felicidade que tantas vezes procurou e sempre esteve bem lá à espera de ser aproveitada.
Tantas vezes chorou em vão porque se pensou tao miserável, tantas vezes se culpou por não ser fisicamente atraente quando na verdade era dentro de si que residia o feio, a culpa, a insegurança, a mesqueinhês.
Queria tanto agradar os outros, por receio de não ser aceite que se perdeu e não se encontrou, ficou à deriva a ver a vida passar como se de um filme se tratasse, não o seu, mas o de um desgraçado qualquer a quem a sorte não sorriu...
Como me irrito a mim mesma. Tinha tantos planos que desaparecem na almofada, tinha tantos sonhos à tao pouco tempo atrás que agora nem sei em que direcção seguir.
Esperava qualquer coisa menos isto. Esperava ser inteligente e sou mesquinha. Esperava ser esperta mas sou desconfiada, esperava confiar em mim e nos outros mas remoo em ciumes, esperava ser alguém, e sou, sou eu, mas aquele que esperava ser nem sei quem é, habituei me à ideia de ser alguém que nem reparei que é uma palavra oca, sem sentido, desprovida de personalidade... quem é esse alguém que tantos querem ser?
Sou alguém, sou eu, com as minhas falhas e os meus erros... Com o reconhecimento de que ainda sou muito jovem no agir e ago que nem adolescente mimada que se esconde perante uma máscara auto infligida de "ninguém gosta de mim" para justificar a falta de fé em mim mesma.
Esta sou eu, resta-me apenas servir-me deste reconhecimento para tentar alterar e alcançar aquilo que é a minha vida e não apenas uma matineé de domingo à tardea antes que me olhe no espelho e seja apenas este texto que reveja...
Tinha uma rotina diária inabalável, teria o hábito a consumido ou então o logro da segurança aparente de quem não sai da linha, de quem não passa além do risco auto-traçado defenido o destino, o rumo que haveria de tomar?
Desde sempre tinha realizado o mesmo trabalho, a mesma coisa vezes e vezes sem conta, como qualquer adolescente sonhava com glória e fama, reconhecimento e felicidade sem nunca se aperceber que a felicidade estava nos momentos presentes e passados, no agora vivido, no agora sentenciado e não planeado.
Passava a vida a fazer planos, metas dizia ela, objectivos, os quais se propunha alcançar, supostamente a felicidade e a vida avançam assim.
Presa nos objectivos vivia cada dia a pensar na meta que nunca atingia. Ou porque desistia a meio ou assim de repente planeava algo diferente.
Na realidade fugia, não sabia bem do quê, mas se não fosse convencional não lhe servia, mas mesmo assim gritava em plenos pulmões que era diferente, que era mais que ninguém, mais inteligente, mais audaz....
Um dia acordou. Tinha pele enrugada e olhos tristes. Em retrospectiva, não viveu a vida.... passou a fazer planos, de vida, de como deveria viver no próximo ano e esse nunca chegava.... pelo caminho esqueceu se de como se vivia. Refugiava -se em pena própria do infortunado destino que nunca a ajudava a ser alguém, a conseguir algo.
Procurava felicidade no amor, mas desperdiçou a a olhar sempre pelo ombro. Havia sempre alguém que sabia mais do que ela, havia sempre alguém que a enganava... destino cruel que colocava no caminho dela quem a traía e não merecia, esquecendo se de ver aquilo que realmente importava, prestando atençao à parte do discurso que poderia dizer que ele se contradisse e então, mentiu, traiu e não prestou atenção à parte que dizia "amo-te".... nos gestos, nas pequenas coisas. Esqueceu se que o amor e a confiança se conquistam e não se emboscam, então deitou tudo a perder e amaldiçoou o destino por ser tão odiável com ela.
Esqueceu se de lutar, esqueceu - se de se esquecer do passado, de passar uma borracha no que lhe tinha magoado e não seguiu em frente. Vezes e vezes sem conta não relaxou, sufocou e perdeu a felicidade que tantas vezes procurou e sempre esteve bem lá à espera de ser aproveitada.
Tantas vezes chorou em vão porque se pensou tao miserável, tantas vezes se culpou por não ser fisicamente atraente quando na verdade era dentro de si que residia o feio, a culpa, a insegurança, a mesqueinhês.
Queria tanto agradar os outros, por receio de não ser aceite que se perdeu e não se encontrou, ficou à deriva a ver a vida passar como se de um filme se tratasse, não o seu, mas o de um desgraçado qualquer a quem a sorte não sorriu...
Como me irrito a mim mesma. Tinha tantos planos que desaparecem na almofada, tinha tantos sonhos à tao pouco tempo atrás que agora nem sei em que direcção seguir.
Esperava qualquer coisa menos isto. Esperava ser inteligente e sou mesquinha. Esperava ser esperta mas sou desconfiada, esperava confiar em mim e nos outros mas remoo em ciumes, esperava ser alguém, e sou, sou eu, mas aquele que esperava ser nem sei quem é, habituei me à ideia de ser alguém que nem reparei que é uma palavra oca, sem sentido, desprovida de personalidade... quem é esse alguém que tantos querem ser?
Sou alguém, sou eu, com as minhas falhas e os meus erros... Com o reconhecimento de que ainda sou muito jovem no agir e ago que nem adolescente mimada que se esconde perante uma máscara auto infligida de "ninguém gosta de mim" para justificar a falta de fé em mim mesma.
Esta sou eu, resta-me apenas servir-me deste reconhecimento para tentar alterar e alcançar aquilo que é a minha vida e não apenas uma matineé de domingo à tardea antes que me olhe no espelho e seja apenas este texto que reveja...
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Querida Mãe,
Tenho de novo 15 anos.
estou sozinha no meu quarto com as lágrimas cristalinas a escorrerem-me pelo rosto, frias salgadas, a encherem o meu colo, vergado, no chão frio, trémulo.
Passo mais uma vez a faca pelos pulsos e mais uma vez me revejo desde cedo.
Recordo um cão, recordo uma familia dissonante, recordo um pai ausente, uma mãe presente, um irmão difícil mas que sempre amei, recordo os berros, as discussões, as festas, a escola, chamarem-me de pipo, de não ser apreciada, de ter boas notas, de ser timida, não ter muitos amigos, de brincar sozinha, muitas vezes no quintal.
Recordo crescer e aprender que afinal me afastei eu mesma das pessoas, cresci numa redoma auto construida, a defender não sei bem o que, nem porquê.
Recordo querer ser amada, desenfreadamente, como se fosse uma única no mundo e mais ninguem, mas eu, interessasse na vida de alguém.
Tenho agora 25 anos, de novo o sal incha me o olhar, mais uma vez pesa a desilusão... continuo a recordar, desta vez uma irmão que ianda amo mas não me ama a mim, um pai ausente e uma mãe carente.
Por ti fico, por ti vou suportando, mesmo a falta de coragem um dia falharia e irira de certo por termo àquilo que tanto amo mas desrespeito, a vida que me deste com tanto amor e carinho, com tudo aquilo que pudeste e tiveste para me dar, mesmo que para ti não seja justa e te faça sofrer vezes e vezes sem conta.
Por ti e para ti continuo, não te posso abandonar, quem me dera poder mudar a tua vida e a minha, dar te vida como me deste a mim e mereces... quem me dera poder fazer te feliz...
Tenho 6 anos e tenho medo dos foguetes que te queimaram a saia. Tenho medo que de noite, por algum motivo me venham magoar, quero dormir contigo e tu conssentes, como esperava que conssentisses... não dormi logo, muitas vezes adormecia longos minutos depois de ti... mas a tua segurança ali bastava-me, porque estavas lá e continuas aqui...
Tenho 20 anos e esqueci-me do teu anirversário, desculpa mãe, nunca me hei de perdoar, nunca hei de esquecer o rosto desiludido e choroso com me mostraste a boneca que a tua mãe te ofereceu, que nada significava mas muito sentia, um gesto, um carinho, um sinal que nao se tinham esquecido, como eu me esqueci, mas não esqueço agora, nunca mais me esquecerei, que um dia me esqueci que fizeste anos.
Tenho 5 anos e fiquei de castigo. Lavei mal a louça e não me deixaste brincar com a minha prima, tinhas razão, não valia a pena....
Tenho 26 anos e continuo aqui para ti, guardo a faca na gaveta, os comprimidos no armário.
Seco as lágrimas e dou graças por estar aqui por ti, fica sabendo que enquanto existires eu existo.
Posso não to dizer, devia, mas amo te muito mãe. Obrigada por ( ainda ) me dares ar para respirar...
estou sozinha no meu quarto com as lágrimas cristalinas a escorrerem-me pelo rosto, frias salgadas, a encherem o meu colo, vergado, no chão frio, trémulo.
Passo mais uma vez a faca pelos pulsos e mais uma vez me revejo desde cedo.
Recordo um cão, recordo uma familia dissonante, recordo um pai ausente, uma mãe presente, um irmão difícil mas que sempre amei, recordo os berros, as discussões, as festas, a escola, chamarem-me de pipo, de não ser apreciada, de ter boas notas, de ser timida, não ter muitos amigos, de brincar sozinha, muitas vezes no quintal.
Recordo crescer e aprender que afinal me afastei eu mesma das pessoas, cresci numa redoma auto construida, a defender não sei bem o que, nem porquê.
Recordo querer ser amada, desenfreadamente, como se fosse uma única no mundo e mais ninguem, mas eu, interessasse na vida de alguém.
Tenho agora 25 anos, de novo o sal incha me o olhar, mais uma vez pesa a desilusão... continuo a recordar, desta vez uma irmão que ianda amo mas não me ama a mim, um pai ausente e uma mãe carente.
Por ti fico, por ti vou suportando, mesmo a falta de coragem um dia falharia e irira de certo por termo àquilo que tanto amo mas desrespeito, a vida que me deste com tanto amor e carinho, com tudo aquilo que pudeste e tiveste para me dar, mesmo que para ti não seja justa e te faça sofrer vezes e vezes sem conta.
Por ti e para ti continuo, não te posso abandonar, quem me dera poder mudar a tua vida e a minha, dar te vida como me deste a mim e mereces... quem me dera poder fazer te feliz...
Tenho 6 anos e tenho medo dos foguetes que te queimaram a saia. Tenho medo que de noite, por algum motivo me venham magoar, quero dormir contigo e tu conssentes, como esperava que conssentisses... não dormi logo, muitas vezes adormecia longos minutos depois de ti... mas a tua segurança ali bastava-me, porque estavas lá e continuas aqui...
Tenho 20 anos e esqueci-me do teu anirversário, desculpa mãe, nunca me hei de perdoar, nunca hei de esquecer o rosto desiludido e choroso com me mostraste a boneca que a tua mãe te ofereceu, que nada significava mas muito sentia, um gesto, um carinho, um sinal que nao se tinham esquecido, como eu me esqueci, mas não esqueço agora, nunca mais me esquecerei, que um dia me esqueci que fizeste anos.
Tenho 5 anos e fiquei de castigo. Lavei mal a louça e não me deixaste brincar com a minha prima, tinhas razão, não valia a pena....
Tenho 26 anos e continuo aqui para ti, guardo a faca na gaveta, os comprimidos no armário.
Seco as lágrimas e dou graças por estar aqui por ti, fica sabendo que enquanto existires eu existo.
Posso não to dizer, devia, mas amo te muito mãe. Obrigada por ( ainda ) me dares ar para respirar...
domingo, 5 de julho de 2009
D
É injusto, é tão injusto...
...que mais uma vez seja decepcionada pelo destino, traída pela minha própria natureza... sou assim tão óbvia ou não me percebes sequer? É assim tão infantil querer-se ser amada? Querer-se sentir apreciada por alguém? é assim tão demais pedir que mo digas, que digas que me amas, que pensas em mim, que me queres a toda a hora ou mesmo que não me amas, que não gastas um segundo da tua energia comigo, que não te interessa que esteja bem ou mal, mais satisfeita ou menos agradada, neste mundo esgoísta e masoquista, da lei do olho por olho dente por dente, que me apanha a mim refém no meio de uma estória que em nada me inclui e de nada se parece comigo.
Quero lá saber que tenhas pensado noutras em primeiro lugar, quero lá saber que te tenham feito sofrer... e eu com isso? Eu não me sobreponho a ti, te sobreponho a mim, pois só assim sei amar, só assim te sei mostrar que se o caso dava a vida por quem mais amo, ainda que não no sentido romanesco, literal e dantesco, mas no sentido de te incuir nos meus planos, na minha mente, te considerar em vez de partir do princípio que sou a única célula constituinte da natureza, o unico átomo válido no universo...
Eu amo te, eu adoro te, eu odeio te... tenho te raiva e amor, perco o sono, a fome, desejo te a toda a hora... quero o sabor dos teus lábios, quero o doce da tua suave língua em todo o meu corpo, quero me arrepiar, quero suspirar, ficar ofegante e contigo amar...
Quero te longe de mim, longe da mágoa que me causas, longe da lor lancinante que me atravessa a pele, rasga os músculos, corta a respiração e destroça este coração já tantas vezes pisado, usado, triturado, vaiado, cuspido, troçado, ameaçado, cortado aos pedaços e dado de comer aos porcos que até eles rejeitam, por tão moido, insípido, rijo, frio se ter tornado... vazio de sentimento, vazio de emoção, vazio de alegria, sabor ou vitalidade... vai bantendo aos poucos até parar um dia, sozinho, por conquistar, exausto e extenuado, cansado e irritado, por bater contra a vontade, vezes e vezes sem conta... bate que bate e bate e bate, volta a bater e chora, sempre que o faz, segundo a pós segundo, chora, grita sem alma nem destino ou razão... bate e bate sem cessar e bate e bate até se cansar...
É de madrugada e não durmo. Vagueio o pensamento pelo quarto que nunca mais visitarei, pelo quarto onde ficou trancado o nosso amor, sempre entre quatro paredes... na cama, na poltrona, no banheiro, aquele local que nada me diz mas é tão familiar, não mais faz parte de nós...
É de madrugada e não durmo. Debato me por te acordar ou não. Será que dormes? Claro que sim, não te ocupas de mim. O teu coraçao nao bate mais depressa quando me vês, as tuas mãos não escorregam uma na outra, o teu olhar não se ilumina para mim, ah esses teus lindos olhos castanhos, cheios de mistérios que insistes em não me revelar, esse mar de palavras que repreendes e não pronuncias - FALA COMIGO - se não tens paixão por mim então que resta? O amor que dizes que não tens ou queres? Tirando isso sobra nada e com nada não posso viver... queria mas não posso... podia mas também não quero,mereço te eu sei... sei que me tomas por uma criança, até posso ser às vezes, mas perto de ti perco a capacidade de articular seja que silaba for, teu olhar pesado julga, acusa, recusa e faz doer, faz calar qualquer grito que te queira transmitir - OLHA PARA MIM - não sou criança, mas sou mimada, quero te só para mim e saber que és meu - NINGUEM É DE NINGUÉM - queria parar de pensar que em mim não vês mais a não ser companhia, alguém com quem partilhar os pesados minutos, que te arrastam para uma realidade tão diferente e longe da tua.
É de madrugada e não durmo. Fico aqui a tentar relembrar o teu cheiro, a passar o teu discurso a pente fino, a tentar separar a mentira praticada da verdade, sou desconfiada, paranoica porque detesto a realidade latente, subjacente, a realidade transformada, que nunca é fiel ao real, são apenas realidades, que nunca existem por si, carecem de interpertração do olhar humano, do teu e do meu, que faz do real um produto transformado que de real nada tem, assim como a verdade e a felicidade. Nada é absoluto, nada é fiel, nada é estanque e tudo se altera, pelos óculos com que vemos ou não vemos, queremos ver ou pensamos ver, o que na realidade nunca lá esteve. Qual ciúme ou desconfiança, traição ou mentira, como se i(?) se a realidade que conheço é a que decides não mostar? Ocultas o que sentes, dizes o que dizes querer e saber, com toda a certeza, se essa também não existe... nada é certo, tudo parte, a imortalidade só existe em conceito próprio, as palavras mesmo repetidas, como quanco crianças a dizer vezes e vezes sem conta a mesma coisa, perdem sentido, ficam ocas de significado, as acções essas podem ser mal interpretadas, até ensaiadas, então como hei de eu saber? ... como hei de saber que não precisas de mim para satisfazer a tua necessidade egoista e assumida de "pensar em mim primeiro"?
É de madrugada e não durmo, odeio te por dormires um sono profundo e sereno e me roubares a mim a serenidade, o ser. Odeio te, nada mais que um sentimento impalpável, transitório, que tanto diz mas nada significa, porque na realidade (?) o que te quero dizer é que te amo, tanto que invejo o teu sono profundo e sereno, amo te tanto que não adormeço só para não deixar de te lembrar, de te fotografar diante meus olhos, a sorrir, a cantar para mim, a abraçar-me e a amar-me.
Odeio-te como te amo - odeio que te ame.
Quero te aqui, agora, com o teu olhar em mim, que me diz "coração" também gosto de ti mas não o quero dizer, para não ser a valer, para não ter que admitir que afinal tens razão, é de loucos mas gosto de ti, foi preciso atravessar um oceano para voltar a sentir que não sou só um mas somos dois...
Quero te aqui e agora, mesmo que teu olhar afinal me diga o que a boca parece não saber conjugar e que tanto melindra o meu pensamento... teu olhar fala, mas eu nao sei ler, sou leiga e uso um filtro masoquista, negativo e carregado que só por si me diz que não sou suficientemente boa para ti... devia ser mais bonita, meus cabelos mais longos, meu corpo mais esguio e um pensar leve, complacente, obsequioso, indulgente, altruísta, positivo e paciente....qualidades que não tenho em suficiente para ti...
É de madrugada e não durmo. Não sou muito mas posso ser tua, é de madruga e não durmo, deambulo em pensamentos, de razão em razão, porque não me queres só para ti, teu orgulho e alegria...
É de madrugada e já durmo, somos dois - NÃO ME ACORDES - sou feliz e tu também o és, sou leve e livre e tu estás comigo, mão em mão, uma na outra, não respiro, nem existo, sou enfim imortal e te carrego comigo para sempre, a minha realidade construida, a memória de ti a provar que afinal sou doida e estou errada, sou suficiente e me queres só para ti...
...que mais uma vez seja decepcionada pelo destino, traída pela minha própria natureza... sou assim tão óbvia ou não me percebes sequer? É assim tão infantil querer-se ser amada? Querer-se sentir apreciada por alguém? é assim tão demais pedir que mo digas, que digas que me amas, que pensas em mim, que me queres a toda a hora ou mesmo que não me amas, que não gastas um segundo da tua energia comigo, que não te interessa que esteja bem ou mal, mais satisfeita ou menos agradada, neste mundo esgoísta e masoquista, da lei do olho por olho dente por dente, que me apanha a mim refém no meio de uma estória que em nada me inclui e de nada se parece comigo.
Quero lá saber que tenhas pensado noutras em primeiro lugar, quero lá saber que te tenham feito sofrer... e eu com isso? Eu não me sobreponho a ti, te sobreponho a mim, pois só assim sei amar, só assim te sei mostrar que se o caso dava a vida por quem mais amo, ainda que não no sentido romanesco, literal e dantesco, mas no sentido de te incuir nos meus planos, na minha mente, te considerar em vez de partir do princípio que sou a única célula constituinte da natureza, o unico átomo válido no universo...
Eu amo te, eu adoro te, eu odeio te... tenho te raiva e amor, perco o sono, a fome, desejo te a toda a hora... quero o sabor dos teus lábios, quero o doce da tua suave língua em todo o meu corpo, quero me arrepiar, quero suspirar, ficar ofegante e contigo amar...
Quero te longe de mim, longe da mágoa que me causas, longe da lor lancinante que me atravessa a pele, rasga os músculos, corta a respiração e destroça este coração já tantas vezes pisado, usado, triturado, vaiado, cuspido, troçado, ameaçado, cortado aos pedaços e dado de comer aos porcos que até eles rejeitam, por tão moido, insípido, rijo, frio se ter tornado... vazio de sentimento, vazio de emoção, vazio de alegria, sabor ou vitalidade... vai bantendo aos poucos até parar um dia, sozinho, por conquistar, exausto e extenuado, cansado e irritado, por bater contra a vontade, vezes e vezes sem conta... bate que bate e bate e bate, volta a bater e chora, sempre que o faz, segundo a pós segundo, chora, grita sem alma nem destino ou razão... bate e bate sem cessar e bate e bate até se cansar...
É de madrugada e não durmo. Vagueio o pensamento pelo quarto que nunca mais visitarei, pelo quarto onde ficou trancado o nosso amor, sempre entre quatro paredes... na cama, na poltrona, no banheiro, aquele local que nada me diz mas é tão familiar, não mais faz parte de nós...
É de madrugada e não durmo. Debato me por te acordar ou não. Será que dormes? Claro que sim, não te ocupas de mim. O teu coraçao nao bate mais depressa quando me vês, as tuas mãos não escorregam uma na outra, o teu olhar não se ilumina para mim, ah esses teus lindos olhos castanhos, cheios de mistérios que insistes em não me revelar, esse mar de palavras que repreendes e não pronuncias - FALA COMIGO - se não tens paixão por mim então que resta? O amor que dizes que não tens ou queres? Tirando isso sobra nada e com nada não posso viver... queria mas não posso... podia mas também não quero,mereço te eu sei... sei que me tomas por uma criança, até posso ser às vezes, mas perto de ti perco a capacidade de articular seja que silaba for, teu olhar pesado julga, acusa, recusa e faz doer, faz calar qualquer grito que te queira transmitir - OLHA PARA MIM - não sou criança, mas sou mimada, quero te só para mim e saber que és meu - NINGUEM É DE NINGUÉM - queria parar de pensar que em mim não vês mais a não ser companhia, alguém com quem partilhar os pesados minutos, que te arrastam para uma realidade tão diferente e longe da tua.
É de madrugada e não durmo. Fico aqui a tentar relembrar o teu cheiro, a passar o teu discurso a pente fino, a tentar separar a mentira praticada da verdade, sou desconfiada, paranoica porque detesto a realidade latente, subjacente, a realidade transformada, que nunca é fiel ao real, são apenas realidades, que nunca existem por si, carecem de interpertração do olhar humano, do teu e do meu, que faz do real um produto transformado que de real nada tem, assim como a verdade e a felicidade. Nada é absoluto, nada é fiel, nada é estanque e tudo se altera, pelos óculos com que vemos ou não vemos, queremos ver ou pensamos ver, o que na realidade nunca lá esteve. Qual ciúme ou desconfiança, traição ou mentira, como se i(?) se a realidade que conheço é a que decides não mostar? Ocultas o que sentes, dizes o que dizes querer e saber, com toda a certeza, se essa também não existe... nada é certo, tudo parte, a imortalidade só existe em conceito próprio, as palavras mesmo repetidas, como quanco crianças a dizer vezes e vezes sem conta a mesma coisa, perdem sentido, ficam ocas de significado, as acções essas podem ser mal interpretadas, até ensaiadas, então como hei de eu saber? ... como hei de saber que não precisas de mim para satisfazer a tua necessidade egoista e assumida de "pensar em mim primeiro"?
É de madrugada e não durmo, odeio te por dormires um sono profundo e sereno e me roubares a mim a serenidade, o ser. Odeio te, nada mais que um sentimento impalpável, transitório, que tanto diz mas nada significa, porque na realidade (?) o que te quero dizer é que te amo, tanto que invejo o teu sono profundo e sereno, amo te tanto que não adormeço só para não deixar de te lembrar, de te fotografar diante meus olhos, a sorrir, a cantar para mim, a abraçar-me e a amar-me.
Odeio-te como te amo - odeio que te ame.
Quero te aqui, agora, com o teu olhar em mim, que me diz "coração" também gosto de ti mas não o quero dizer, para não ser a valer, para não ter que admitir que afinal tens razão, é de loucos mas gosto de ti, foi preciso atravessar um oceano para voltar a sentir que não sou só um mas somos dois...
Quero te aqui e agora, mesmo que teu olhar afinal me diga o que a boca parece não saber conjugar e que tanto melindra o meu pensamento... teu olhar fala, mas eu nao sei ler, sou leiga e uso um filtro masoquista, negativo e carregado que só por si me diz que não sou suficientemente boa para ti... devia ser mais bonita, meus cabelos mais longos, meu corpo mais esguio e um pensar leve, complacente, obsequioso, indulgente, altruísta, positivo e paciente....qualidades que não tenho em suficiente para ti...
É de madrugada e não durmo. Não sou muito mas posso ser tua, é de madruga e não durmo, deambulo em pensamentos, de razão em razão, porque não me queres só para ti, teu orgulho e alegria...
É de madrugada e já durmo, somos dois - NÃO ME ACORDES - sou feliz e tu também o és, sou leve e livre e tu estás comigo, mão em mão, uma na outra, não respiro, nem existo, sou enfim imortal e te carrego comigo para sempre, a minha realidade construida, a memória de ti a provar que afinal sou doida e estou errada, sou suficiente e me queres só para ti...
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Serás tu?
Que mais somos senão uma simples metade de nós mesmos? Sós para connosco precisamos de quem nos cuide, eduque, ensine, ame e acompanhe vida fora.
Precisamos de amor de mãe, amor de amigo de escola e de vida, amor de quem verdadeiramente nos queira para toda a vida.
Com rugas, com poucas forças, com todos os senãos e defeitos que definem a perfeiçao do ser humano. Talvez o meu maior defeito seja ser incompleta, sem ti, sejas quem fores, espero que me abraces quando mal consigo recuperar o fôlego e minhas lágrimas inundarem o meu rosto, façam arder as minhas feridas, por ti ou outrém marcadas, como vincos naquilo a que chamo testemunho de vida. Este corpo e este rosto que tão mal me identificam... Sou tão grande na carência de alguém que me cuide, de alguém que me olhe enquanto durmo, alguém que, mesmo que minta me diga que está tudo bem, pelo menos está enquanto tiveres os teus braços nos meus, ampares minha queda, a queda livre do meu ser, fraco, necessitado, inconstante, pequeno e pequenino, frágil e ténue, quase mal se sustenta e se perde nesta imensidão corporal que tão mal transmite o quão forte, na realidade não sou.
Preciso de ti, será que és tu? Quem me deseja boa noite e me acorda com um beijo, quem me acompanha nos bons e maus momentos, quem ri e chora comigo, quem sente o que sinto e sofre quando sofro...
Já não tenho mais ar nos pulmões para expulsar, nem tão pouco vontade de inalar vida, que percorra todos os recantos do meu ser, será que és tu a força motora que anseio e espero pacientemente, como quem tenta e nunca consegue, tentativa após tentativa construir um novo presente, se este agora ja não me serve, nem me apresenta um amanhã...
Dia após dia a mesma rotina, os mesmos estímulos. Quero dar novas e deslumbramntes imagens aos meus olhos, novos sabores à minha boca, novos odores de novas gentes e novos locais, novas experiências k me façam sentir viva.
És tu o fio condutor de um novo eu? outra vez e mais uma, vez após vez, tentativa após tentativa, sempre falhada fui, és agora nova hipótese ou resultado? premissa ou conclusão? estou exausta, farta de reconhecer que mais uma vez falhei, farta de erguer os olhos incompreendidos e pensar que sou guano do universo, a árvore que cai no meio da floresta e ninguém conhece porque não vê, nem sente nem cheira, nem marca a vida de ninguém.
És tu quem me vês? És tu quem me reconhece, és tu quem reconhece em mim a outra metade da existência que não pode mas devia ser única, exacta, como um encaixe perfeito , para um recorte acertado, que nunca existe, és tu, a excepção?
És tu, não sei, quero que sejas, também não, espero, não, desejo não, mas cá dentro bem no fundo sinto que podias ser, se quisesses mas não, queres?, sim és, és único sem dúvida, jamais te esquecerei, és o vinco que mais arde, mesmo que pequena é profunda a fenda que escavas em mim, em todo meu ser, em todo o meu sistema, a perfeiçao que é o ser humano, o sistema maravilha que se suporta com tudo o que necessita e mais, aquilo que não se define mas nos define, o amor, coisa séria e de respeito, coisa que tanto arde e corrói, que ferve e alegra, que fere e entristece, que me coloca em questão, serás tu? Agora e para sempre? o meu barco, o meu suporto, o meu apoio, a minha vida...
Serás tu, agora e sempre aqui ou em qualquer outro lugar?
Sinto a tua falta quando não estás cá, perco a noção do tempo e do espaço quando te tenho em mim.
Bem sei que não querias, levar - me tão a sério, talvez (?) não leves mas eu levo-te a ti, para todo o lado, aqui dentro e ali também, no meu pensamento, em minh'alma, meu tic tac, meu bater despassado e sincronizado... é por ti e para ti, agora e talvez quem sabe para sempre, que expiro e inspiro, não vida mas esperança de vida... contigo e comigo, em nós ou sem, será que és tu?
Precisamos de amor de mãe, amor de amigo de escola e de vida, amor de quem verdadeiramente nos queira para toda a vida.
Com rugas, com poucas forças, com todos os senãos e defeitos que definem a perfeiçao do ser humano. Talvez o meu maior defeito seja ser incompleta, sem ti, sejas quem fores, espero que me abraces quando mal consigo recuperar o fôlego e minhas lágrimas inundarem o meu rosto, façam arder as minhas feridas, por ti ou outrém marcadas, como vincos naquilo a que chamo testemunho de vida. Este corpo e este rosto que tão mal me identificam... Sou tão grande na carência de alguém que me cuide, de alguém que me olhe enquanto durmo, alguém que, mesmo que minta me diga que está tudo bem, pelo menos está enquanto tiveres os teus braços nos meus, ampares minha queda, a queda livre do meu ser, fraco, necessitado, inconstante, pequeno e pequenino, frágil e ténue, quase mal se sustenta e se perde nesta imensidão corporal que tão mal transmite o quão forte, na realidade não sou.
Preciso de ti, será que és tu? Quem me deseja boa noite e me acorda com um beijo, quem me acompanha nos bons e maus momentos, quem ri e chora comigo, quem sente o que sinto e sofre quando sofro...
Já não tenho mais ar nos pulmões para expulsar, nem tão pouco vontade de inalar vida, que percorra todos os recantos do meu ser, será que és tu a força motora que anseio e espero pacientemente, como quem tenta e nunca consegue, tentativa após tentativa construir um novo presente, se este agora ja não me serve, nem me apresenta um amanhã...
Dia após dia a mesma rotina, os mesmos estímulos. Quero dar novas e deslumbramntes imagens aos meus olhos, novos sabores à minha boca, novos odores de novas gentes e novos locais, novas experiências k me façam sentir viva.
És tu o fio condutor de um novo eu? outra vez e mais uma, vez após vez, tentativa após tentativa, sempre falhada fui, és agora nova hipótese ou resultado? premissa ou conclusão? estou exausta, farta de reconhecer que mais uma vez falhei, farta de erguer os olhos incompreendidos e pensar que sou guano do universo, a árvore que cai no meio da floresta e ninguém conhece porque não vê, nem sente nem cheira, nem marca a vida de ninguém.
És tu quem me vês? És tu quem me reconhece, és tu quem reconhece em mim a outra metade da existência que não pode mas devia ser única, exacta, como um encaixe perfeito , para um recorte acertado, que nunca existe, és tu, a excepção?
És tu, não sei, quero que sejas, também não, espero, não, desejo não, mas cá dentro bem no fundo sinto que podias ser, se quisesses mas não, queres?, sim és, és único sem dúvida, jamais te esquecerei, és o vinco que mais arde, mesmo que pequena é profunda a fenda que escavas em mim, em todo meu ser, em todo o meu sistema, a perfeiçao que é o ser humano, o sistema maravilha que se suporta com tudo o que necessita e mais, aquilo que não se define mas nos define, o amor, coisa séria e de respeito, coisa que tanto arde e corrói, que ferve e alegra, que fere e entristece, que me coloca em questão, serás tu? Agora e para sempre? o meu barco, o meu suporto, o meu apoio, a minha vida...
Serás tu, agora e sempre aqui ou em qualquer outro lugar?
Sinto a tua falta quando não estás cá, perco a noção do tempo e do espaço quando te tenho em mim.
Bem sei que não querias, levar - me tão a sério, talvez (?) não leves mas eu levo-te a ti, para todo o lado, aqui dentro e ali também, no meu pensamento, em minh'alma, meu tic tac, meu bater despassado e sincronizado... é por ti e para ti, agora e talvez quem sabe para sempre, que expiro e inspiro, não vida mas esperança de vida... contigo e comigo, em nós ou sem, será que és tu?
terça-feira, 26 de maio de 2009
Dedicado a...
Tiras me o sono, tiras me do sério.... nao sei bem o que faço aqui, nem bem porque estou aqui. Ultimamente tenho me dado ao luxo de viver atrás de não sei bem o quê. se de ti, de um ideal adolescente, até inocente de felicidade... sei como me fazes sentir, sei o quanto me atinge sequer o pensamento de não me tocares a mim mas a outra - será por nao ser a mim que tocas ou porque neste acto egoísta de posse te quero só para mim....
És meu, só meu quando me falas ao ouvido, com a voz meiga e sussurrada de que tanto gosto?
És meu, só meu quando me tocas e me olhas com olhos apaixonados, com luxúria, possuis me só com os teus olhos....
És meu, só meu quando me tens no teu quarto, junto ao ti, quando me amas vezes e vezes sem conta?
És meu, só meu quando me beijas e dizes o meu nome quando perdes o controlo e, por momentos, te esqueces de tudo e todos?
És meu e só meu?
Não, não te quero só para mim, quero apenas a parte que me pertence, o papel que comigo desempenhas. Quero te aqui e agora, mesmo que não mais te tenha um dia.
Não sei se te mereço mesmo agora, vieste do nada e levaste tudo; defesas, barreiras, medos, vergonhas...
És meu, só meu aqui dentro no meu coraçao, agora e sempre estarás, aqui onde pertences, onde te tenho todos os dias, a toda a hora, mesmo que haja um oceano entre nós, aqui para sempre vais estar, cá dentro, guardado, qual pedra preciosa rara, que não mais quero perder.
És meu, és só meu, meu pedaço de não sei bem o quê, nem sei sequer designar, aquilo que há entre nós, amizade, carinho, paixão, amor, tenho espaço para isso e muito mais, por ti, aqui, cá dentro, neste pequeno, destroçado, usado, martirizado, pedaço que bate bate, a toda a hora e sem cessar, agora e para sempre, por ti.
Sou inconstante e impaciente, sou fria, sou pessimista, sou muitas pessoas e ninguém em especial, sou feliz e descontente, sou rica em emoções e tão pobre em expressão.... há tanto que te quero dizer...
Tanta mágoa a ultrapassar, tantas manias, receios e tabus.... tanta coisa a resolver, tanto a aprender...
Não sou nada perfeita, sou embalagem com defeito e conteúdo dúbio, nem eu sei quem sou para to poder explicar...
A cada dia que passa, penso, interrogo, pondero, imagino o que te traz a mim e o que me leva a ti... a razão de sentir o que sinto, seria tão mais fácil dotar o coraçao de um botão on - off, para poder desligar quando pudesse para não ter de sentir o teu desinteresse, a tua perda, o teu gelo, a dúvida de te ter verdadeiramente, para mim, para sempre... não te atrevas a deixar me sem pré aviso... não te atrevas a deixar assim sem ritmo passado o meu frágil coração. Não te atrevas a levá lo para longe se não me levares atrás...
Sim confio em ti, entreguei te o meu coraçao, coloquei o no teu, para o usares e consumires... é claro que confio em ti, mas não me censures por ter medo de, assim como vieste, me fugires... só admito que um continente inteiro te leve de mim...
És meu, és só meu? Agora és... agora que posso voltar para perto de ti, sentir o calor do teu corpo no meu, beijar te de leve para não te acordar, sou tua só tua, mas isso já sabias sem to dizer, desculpa a necessidade de te obrigar a mo dizeres a mim...
És meu, só meu quando me falas ao ouvido, com a voz meiga e sussurrada de que tanto gosto?
És meu, só meu quando me tocas e me olhas com olhos apaixonados, com luxúria, possuis me só com os teus olhos....
És meu, só meu quando me tens no teu quarto, junto ao ti, quando me amas vezes e vezes sem conta?
És meu, só meu quando me beijas e dizes o meu nome quando perdes o controlo e, por momentos, te esqueces de tudo e todos?
És meu e só meu?
Não, não te quero só para mim, quero apenas a parte que me pertence, o papel que comigo desempenhas. Quero te aqui e agora, mesmo que não mais te tenha um dia.
Não sei se te mereço mesmo agora, vieste do nada e levaste tudo; defesas, barreiras, medos, vergonhas...
És meu, só meu aqui dentro no meu coraçao, agora e sempre estarás, aqui onde pertences, onde te tenho todos os dias, a toda a hora, mesmo que haja um oceano entre nós, aqui para sempre vais estar, cá dentro, guardado, qual pedra preciosa rara, que não mais quero perder.
És meu, és só meu, meu pedaço de não sei bem o quê, nem sei sequer designar, aquilo que há entre nós, amizade, carinho, paixão, amor, tenho espaço para isso e muito mais, por ti, aqui, cá dentro, neste pequeno, destroçado, usado, martirizado, pedaço que bate bate, a toda a hora e sem cessar, agora e para sempre, por ti.
Sou inconstante e impaciente, sou fria, sou pessimista, sou muitas pessoas e ninguém em especial, sou feliz e descontente, sou rica em emoções e tão pobre em expressão.... há tanto que te quero dizer...
Tanta mágoa a ultrapassar, tantas manias, receios e tabus.... tanta coisa a resolver, tanto a aprender...
Não sou nada perfeita, sou embalagem com defeito e conteúdo dúbio, nem eu sei quem sou para to poder explicar...
A cada dia que passa, penso, interrogo, pondero, imagino o que te traz a mim e o que me leva a ti... a razão de sentir o que sinto, seria tão mais fácil dotar o coraçao de um botão on - off, para poder desligar quando pudesse para não ter de sentir o teu desinteresse, a tua perda, o teu gelo, a dúvida de te ter verdadeiramente, para mim, para sempre... não te atrevas a deixar me sem pré aviso... não te atrevas a deixar assim sem ritmo passado o meu frágil coração. Não te atrevas a levá lo para longe se não me levares atrás...
Sim confio em ti, entreguei te o meu coraçao, coloquei o no teu, para o usares e consumires... é claro que confio em ti, mas não me censures por ter medo de, assim como vieste, me fugires... só admito que um continente inteiro te leve de mim...
És meu, és só meu? Agora és... agora que posso voltar para perto de ti, sentir o calor do teu corpo no meu, beijar te de leve para não te acordar, sou tua só tua, mas isso já sabias sem to dizer, desculpa a necessidade de te obrigar a mo dizeres a mim...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Um mar de distância entre nós...
Mais uma vez apanhada na teia.
Era só casualidade, coisa de miúdos, ora sim ora nao, faz bem ao ego e ao corpo, mas agora vem a minha pesada factura a pagar.
A saudade do teu gosto, do teu cheiro, dos teus beijos, do teu toque forte, do teu abraço que me protege, me reconforta e naquele momento me ama a mim e a mais ninguém.
Sei que é irracional, mas também o é o amor; sei que temos uma data limite que nos relembra dia após dia que um dia isto há de acabar.
Mesmo assim quero-te, vezes e vezes sem conta.
Quero ficar louca, como tu tanto gostas, quero-te enloquecer e perder-me contigo. Quero que digas o meu nome enquanto deliras com a minha essência, com o meu corpo no teu, só teu, naquele momento, amo-te desenfreadamente.
Sei que foi loucura e vai continuando a ser, mas agora já nao posso parar, já não quero parar porque te quero só para mim.
Não me interessa nem o futuro nem o passado. Não vale a pena vaguear em memórias que o tempo embacia, nem tão pouco sofrer com a dúvida da incerteza do amanhã.
Quero-te agora enquanto és meu (será que és mesmo?), uma e outra vez.
Não te sei explicar como me fui apaixonar por ti mas em rigor te digo, sim gosto de ti e não mais quero brincar; não mais quero esconder que é contigo que sonho, é contigo que me preocupo quando não sei onde páras, é em ti que me quero confiar, és tu quem quero... uma e outra vez...
Era só casualidade, coisa de miúdos, ora sim ora nao, faz bem ao ego e ao corpo, mas agora vem a minha pesada factura a pagar.
A saudade do teu gosto, do teu cheiro, dos teus beijos, do teu toque forte, do teu abraço que me protege, me reconforta e naquele momento me ama a mim e a mais ninguém.
Sei que é irracional, mas também o é o amor; sei que temos uma data limite que nos relembra dia após dia que um dia isto há de acabar.
Mesmo assim quero-te, vezes e vezes sem conta.
Quero ficar louca, como tu tanto gostas, quero-te enloquecer e perder-me contigo. Quero que digas o meu nome enquanto deliras com a minha essência, com o meu corpo no teu, só teu, naquele momento, amo-te desenfreadamente.
Sei que foi loucura e vai continuando a ser, mas agora já nao posso parar, já não quero parar porque te quero só para mim.
Não me interessa nem o futuro nem o passado. Não vale a pena vaguear em memórias que o tempo embacia, nem tão pouco sofrer com a dúvida da incerteza do amanhã.
Quero-te agora enquanto és meu (será que és mesmo?), uma e outra vez.
Não te sei explicar como me fui apaixonar por ti mas em rigor te digo, sim gosto de ti e não mais quero brincar; não mais quero esconder que é contigo que sonho, é contigo que me preocupo quando não sei onde páras, é em ti que me quero confiar, és tu quem quero... uma e outra vez...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Sei que sabes que é sobre ti que escrevo (?)
Vieste assim, devagar devagarinho.
Disfarçado, camuflado desinteressado e acabaste por despertar algo em mim.
Tenho saudades quando não estás lá, exigo a tua atenção só para mim, espero-te todas as noites e porquê?
Porque me confortas e respeitas? Porque me falas sem necessidade, porque me divertes com o teu português tão diferente do meu, porque me fazes sentir bem, porque me fazes sentir algo que não sei bem definir.
As minhas palmas não suam até porque não tocam nas tuas; não sei se me arde o teu toque; quando te vejo ressinto-me, sem a protecção opaca de um ecrã não sei o que dizer, nem sei porque, isto não tem razão de ser, nem devia ter acontecido.
Assim de repente já nem sei se sabia aquio que pensava que queria, não porque não posso tê-lo (agora o sei com certeza) mas porque já não o quero.
Quero te a ti, mas não assim. Quero a tua companhia, a tua presença, se estou contigo estou bem - não me interessa se estou feliz ou triste; não me interessa se quando olho no espelho me repudia o reflexo, não me interessa ser quem não sou nem o quero porque contigo tudo é bem mais simples.
Então quando cantas para mim, este mundo é só meu.
As palavras que cantas são tuas, o interlocutor sou eu...
Contigo ultrapassei preconceitos, aprendi a ser mais receptiva, a ver o que antes não me interessava mas a troco de quê?
Não queres a minha presença a não ser a virtual. Medo de que se perca a maravilha, aquele compromisso, aquela lullaby que entoas para mim antes de adormeceres, que te alivia a alma e o pesar?
Mas o que cantas são saudades de alguém que te é especial e que eu desconheço?
Agora começa a tormenta ou repete-se o ciclo.
Ainda bem que ninguem lê estes meus pensamentos transcritos, tão esquizofrénicos, tão ingratos, que dilaceram minh'alma como se fossem lâminas encobertas em chamas, que picam e ardem vezes e vezes sem conta...
Tanto pensamento, tão pouca coragem, tanto medo de perder aquilo que nem sei se tenho, se é k é meu ou alguma vez foi.
Não percebo não entendo apenas doi pensar que possas não te interessar se me doi ou não imaginar sequer que vais partir para os braços de quem desconheço, sem nunca mais voltar...
Vou regressar à minha caverna, ao meu longo pesar...
Não quero ver ninguém, não quero sequer respirar... espero que regresses cedo... se é que é um regressar para mim, a mim e só para mim, volta a cantar....
Disfarçado, camuflado desinteressado e acabaste por despertar algo em mim.
Tenho saudades quando não estás lá, exigo a tua atenção só para mim, espero-te todas as noites e porquê?
Porque me confortas e respeitas? Porque me falas sem necessidade, porque me divertes com o teu português tão diferente do meu, porque me fazes sentir bem, porque me fazes sentir algo que não sei bem definir.
As minhas palmas não suam até porque não tocam nas tuas; não sei se me arde o teu toque; quando te vejo ressinto-me, sem a protecção opaca de um ecrã não sei o que dizer, nem sei porque, isto não tem razão de ser, nem devia ter acontecido.
Assim de repente já nem sei se sabia aquio que pensava que queria, não porque não posso tê-lo (agora o sei com certeza) mas porque já não o quero.
Quero te a ti, mas não assim. Quero a tua companhia, a tua presença, se estou contigo estou bem - não me interessa se estou feliz ou triste; não me interessa se quando olho no espelho me repudia o reflexo, não me interessa ser quem não sou nem o quero porque contigo tudo é bem mais simples.
Então quando cantas para mim, este mundo é só meu.
As palavras que cantas são tuas, o interlocutor sou eu...
Contigo ultrapassei preconceitos, aprendi a ser mais receptiva, a ver o que antes não me interessava mas a troco de quê?
Não queres a minha presença a não ser a virtual. Medo de que se perca a maravilha, aquele compromisso, aquela lullaby que entoas para mim antes de adormeceres, que te alivia a alma e o pesar?
Mas o que cantas são saudades de alguém que te é especial e que eu desconheço?
Agora começa a tormenta ou repete-se o ciclo.
Ainda bem que ninguem lê estes meus pensamentos transcritos, tão esquizofrénicos, tão ingratos, que dilaceram minh'alma como se fossem lâminas encobertas em chamas, que picam e ardem vezes e vezes sem conta...
Tanto pensamento, tão pouca coragem, tanto medo de perder aquilo que nem sei se tenho, se é k é meu ou alguma vez foi.
Não percebo não entendo apenas doi pensar que possas não te interessar se me doi ou não imaginar sequer que vais partir para os braços de quem desconheço, sem nunca mais voltar...
Vou regressar à minha caverna, ao meu longo pesar...
Não quero ver ninguém, não quero sequer respirar... espero que regresses cedo... se é que é um regressar para mim, a mim e só para mim, volta a cantar....
sábado, 18 de abril de 2009
N
Hoje queria morrer.
Morrer não, não existir senão de forma etérea, leve como o ar, transparente como a água, invisível como sempre sou.
Queria estar num estado marinado para não ter de suportar esta mente que a si mente compulsivamente, em busca de um sonho, de um ideal fabricado, de ti.
Se cortasse os meus pulsos deles jorrariam um sangue quente, apaixonado, cheio de paixão cega que cega qualquer um, incluindo eu, não eu mas EU. Aquilo que habita o meu corpo mas não sabe o que é. Não sabe porque sente o que sente se é que sente ou apenas pensa que sente, ou sequer se até pensa aliás...
O imenso mar vermelho que sairia do meu corpo levaria ele consigo isto que sinto ou que penso ser a minha existência. Será que poderia alimentar a terra e eu me transformaria em árvore, ou flor, ou fruto ou qualquer outro ser, que sem ser é, não pensa, não sente mas existe.
Será que existe? Eu exist0?
Para quem? Para mim? Para quem me vê, ouve e toca?
Há um planeta inteiro que existe sem o nosso conhecimento - assim se delineam as fronteiras do que realmente chamamos de ser.
Então que sou eu? Uma fina camada de esotérico que me torna hospedeira de mim mesma? Prisioneira de mim mesma? Ou um todo. Será que existo enxuta? Sem ponta de paixão em mim? De sangue que me percorra as veias? E esse corpo inanimado, efémero e enfermo que dura apenas uma vida e se deteora ao segundo, é mesmo meu ou um aluguer?
Qual o preço do aluguer de um corpo numa vida? Se não tenho memória quando abandono esta machina animata, o k resta? Se não gravo a vida, de que me serve ela na posteriordade, se é que esta existe.
E onde entras tu? Meu anjo, meu sonho, minha tortura, meu pesadelo? E o amor, será que é?, que sinto por ti. O que me faz ele a mim e a ti? A nós? Apenas serve uma necessidade egoísta de companhia, prazer carnal, em quem descarregar as maleitas da vida e festejar os pequenos rasgos de luz, de felicidade?
E onde entram as guerras, a perpetuação da espécie, os laços de amizade, o trabalho, a rotina infernal de quem apenas a certeza de estar a caminhar para o fim... ou princípio...
E a religião? Esperança de absolvição do que o nosso super ego implementa como errado; esperança de um sentido à incompreensível e misteriosa estrada da nossa existência, ou vida apenas....
Se a morte é um sono profundo, então espero sonhar contigo eternamente.
Viver uma vida eterna de engodo, fado feliz, se te tenho, se és meu.
Se te puder sentir, os teus lábios nos meus, o toque quente da tua pele, a força do teu corpo contra o meu, então quero sonhar, eternamente contigo...
Quero sentir a tua respiração na minha pele, o teu sabor na minha língua, o teu cheiro misturado om o meu e o teu toque em todo o meu eu, quero te sentir de forma física e metafísica.
Quero sentir te parte de mim, deste eu que ultrapassa este corpo agreste, que não se reconhece a si mesmo já que tambem esse ignoro e, pois, imagino, bem melhor, bem diferente, bem mais do teu agrado mas nunca do meu...
Quero te aqui e agora, meu e só meu.
Quem te quer sou eu e eu, todo o meu ser, meu corpo, minha mente, minha alma, minha essência...porque resistes então? Deixa-te ser meu, quero ser tua, dar te tudo de mim, pois só isso faz sentido...
Que escorra em ti meu sangue, que o bebas ferozmente. Que te aqueça o coração e me dê uma razão para deambular nesta terra contigo...
Matem-me, o quão difícil é estar aqui, nesta consciência, neste eu, neste ser, neste hospedeiro, neste casulo que nunca vai realmente mostrar quem sou EU, eu mesma, aqui ao fundo, aqui dentro, triste aprisionada, limitada por mim mesma, acorrentada a um pesar de existências....
Este eu que não se quer, este eu que tantas incertezas tem...
Quem me dera ser leve e livre, como o ar...
Morrer não, não existir senão de forma etérea, leve como o ar, transparente como a água, invisível como sempre sou.
Queria estar num estado marinado para não ter de suportar esta mente que a si mente compulsivamente, em busca de um sonho, de um ideal fabricado, de ti.
Se cortasse os meus pulsos deles jorrariam um sangue quente, apaixonado, cheio de paixão cega que cega qualquer um, incluindo eu, não eu mas EU. Aquilo que habita o meu corpo mas não sabe o que é. Não sabe porque sente o que sente se é que sente ou apenas pensa que sente, ou sequer se até pensa aliás...
O imenso mar vermelho que sairia do meu corpo levaria ele consigo isto que sinto ou que penso ser a minha existência. Será que poderia alimentar a terra e eu me transformaria em árvore, ou flor, ou fruto ou qualquer outro ser, que sem ser é, não pensa, não sente mas existe.
Será que existe? Eu exist0?
Para quem? Para mim? Para quem me vê, ouve e toca?
Há um planeta inteiro que existe sem o nosso conhecimento - assim se delineam as fronteiras do que realmente chamamos de ser.
Então que sou eu? Uma fina camada de esotérico que me torna hospedeira de mim mesma? Prisioneira de mim mesma? Ou um todo. Será que existo enxuta? Sem ponta de paixão em mim? De sangue que me percorra as veias? E esse corpo inanimado, efémero e enfermo que dura apenas uma vida e se deteora ao segundo, é mesmo meu ou um aluguer?
Qual o preço do aluguer de um corpo numa vida? Se não tenho memória quando abandono esta machina animata, o k resta? Se não gravo a vida, de que me serve ela na posteriordade, se é que esta existe.
E onde entras tu? Meu anjo, meu sonho, minha tortura, meu pesadelo? E o amor, será que é?, que sinto por ti. O que me faz ele a mim e a ti? A nós? Apenas serve uma necessidade egoísta de companhia, prazer carnal, em quem descarregar as maleitas da vida e festejar os pequenos rasgos de luz, de felicidade?
E onde entram as guerras, a perpetuação da espécie, os laços de amizade, o trabalho, a rotina infernal de quem apenas a certeza de estar a caminhar para o fim... ou princípio...
E a religião? Esperança de absolvição do que o nosso super ego implementa como errado; esperança de um sentido à incompreensível e misteriosa estrada da nossa existência, ou vida apenas....
Se a morte é um sono profundo, então espero sonhar contigo eternamente.
Viver uma vida eterna de engodo, fado feliz, se te tenho, se és meu.
Se te puder sentir, os teus lábios nos meus, o toque quente da tua pele, a força do teu corpo contra o meu, então quero sonhar, eternamente contigo...
Quero sentir a tua respiração na minha pele, o teu sabor na minha língua, o teu cheiro misturado om o meu e o teu toque em todo o meu eu, quero te sentir de forma física e metafísica.
Quero sentir te parte de mim, deste eu que ultrapassa este corpo agreste, que não se reconhece a si mesmo já que tambem esse ignoro e, pois, imagino, bem melhor, bem diferente, bem mais do teu agrado mas nunca do meu...
Quero te aqui e agora, meu e só meu.
Quem te quer sou eu e eu, todo o meu ser, meu corpo, minha mente, minha alma, minha essência...porque resistes então? Deixa-te ser meu, quero ser tua, dar te tudo de mim, pois só isso faz sentido...
Que escorra em ti meu sangue, que o bebas ferozmente. Que te aqueça o coração e me dê uma razão para deambular nesta terra contigo...
Matem-me, o quão difícil é estar aqui, nesta consciência, neste eu, neste ser, neste hospedeiro, neste casulo que nunca vai realmente mostrar quem sou EU, eu mesma, aqui ao fundo, aqui dentro, triste aprisionada, limitada por mim mesma, acorrentada a um pesar de existências....
Este eu que não se quer, este eu que tantas incertezas tem...
Quem me dera ser leve e livre, como o ar...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A dor ou o vazio?
Não há maior tristeza do que recordar a vida passada com olhos pesados e concluir que não vivi.
Assim quero rir, chorar, desesperar, amar, detestar, gritar em plenos pulmões, vibrar para aprender... sempre e cada vez mais.
Cair de cara no chão e saber que sou capaz de me erguer mais uma vez para continuar... mesmo que seja para cair novamente.
A vida é uma escada, que não se quer em caracol.
Fazer sempre o mesmo não é viver - é sobreviver.
Então quero arriscar, viver ao extremo.
Não quero ser boa quero ser extraordinária.
Não quero ser feliz, quero a felicidade!
Quero o inatingível porque sei que assim vou estar sempre a lutar.
A dor nada mais é senão o manifestar da vida.
É a forma de saber o que lhe é antagónico.
O bom existe porque exite o mal.
A felicidade existe graças à tristeza.
Então se a dor existe venha ela, porque se o oposto lhe sucede então que doa, mas doa muito, bastante mesmo porque só assim viverei em pleno.
Se tenho de escolher dor ou vazio escolho dor... pois ser se vazio é ser-se um "não ser"; é deixar -se ir, é perpetuar uma linha recta que não sabe onde começou nem tem qualquer rumo...
Vazio de emoções, vazio de pensamento, vazio de sensações, não sou ser vivo - sou ossos, sou músculo, sou gordura, sou água, sou pele....
Nada mais sou senão um servo do próprio fado a que me resignei.
Então que volte a doer e sempre doa, sim sou masoquista mas nunca, na vida, hei-de desistir de SER...
Assim quero rir, chorar, desesperar, amar, detestar, gritar em plenos pulmões, vibrar para aprender... sempre e cada vez mais.
Cair de cara no chão e saber que sou capaz de me erguer mais uma vez para continuar... mesmo que seja para cair novamente.
A vida é uma escada, que não se quer em caracol.
Fazer sempre o mesmo não é viver - é sobreviver.
Então quero arriscar, viver ao extremo.
Não quero ser boa quero ser extraordinária.
Não quero ser feliz, quero a felicidade!
Quero o inatingível porque sei que assim vou estar sempre a lutar.
A dor nada mais é senão o manifestar da vida.
É a forma de saber o que lhe é antagónico.
O bom existe porque exite o mal.
A felicidade existe graças à tristeza.
Então se a dor existe venha ela, porque se o oposto lhe sucede então que doa, mas doa muito, bastante mesmo porque só assim viverei em pleno.
Se tenho de escolher dor ou vazio escolho dor... pois ser se vazio é ser-se um "não ser"; é deixar -se ir, é perpetuar uma linha recta que não sabe onde começou nem tem qualquer rumo...
Vazio de emoções, vazio de pensamento, vazio de sensações, não sou ser vivo - sou ossos, sou músculo, sou gordura, sou água, sou pele....
Nada mais sou senão um servo do próprio fado a que me resignei.
Então que volte a doer e sempre doa, sim sou masoquista mas nunca, na vida, hei-de desistir de SER...
Esclarecimento
Se o meu coração falasse era isto que diria.
Se ele pensasse seria no futuro que pensaria para ocupar o vazio que o preeenche de tempos a tempos.
Se ele se pudesse expressar estaria a sorrir com uma lágrima no olho, se o tivesse.
É que o meu coração livre, ganha asas imaginárias. Vagueia não pelas memórias e não pelos sonhos mas pelo espaço vago que tem pela frente.
Ele não se acusa nem desespera, ele não se denuncia nem se retém. É livre, com vontade própria, faz o que bem lhe convém.
Não bate tristemente por bater, nem tão pouco se preocupa com isso. Se falasse diria que não sabe que diz, se pensasse enlouqueceria.
Mas no fundo aquilo que sabe é que se escrevesse directamente o que pensa, não mediria palavras nem segundas interpretações.
Diria o que lhe apetece porque é livre, sem medo de associações. Até porque como vai voando, sem nunca querer pousar de ramo em ramo, procura sempre o melhor local onde descansar. Enquanto não pousa vai contando histórias antigas, recentes ou mesmo improvisadas sem nunca ter medo de voar até à exaustão e no fim não encontrar um local só seu.
Para se entreter a si e aos demais, seja catarse ou invenção, paira a dúvida, aquilo que diz sente sempre, nem que na terceira pessoa inventada ou vivida para apenas dar a ilusão de que é de ti que fala ou dele falou, em todas as estórias que disse, narrou ou inventou...
Se ele pensasse seria no futuro que pensaria para ocupar o vazio que o preeenche de tempos a tempos.
Se ele se pudesse expressar estaria a sorrir com uma lágrima no olho, se o tivesse.
É que o meu coração livre, ganha asas imaginárias. Vagueia não pelas memórias e não pelos sonhos mas pelo espaço vago que tem pela frente.
Ele não se acusa nem desespera, ele não se denuncia nem se retém. É livre, com vontade própria, faz o que bem lhe convém.
Não bate tristemente por bater, nem tão pouco se preocupa com isso. Se falasse diria que não sabe que diz, se pensasse enlouqueceria.
Mas no fundo aquilo que sabe é que se escrevesse directamente o que pensa, não mediria palavras nem segundas interpretações.
Diria o que lhe apetece porque é livre, sem medo de associações. Até porque como vai voando, sem nunca querer pousar de ramo em ramo, procura sempre o melhor local onde descansar. Enquanto não pousa vai contando histórias antigas, recentes ou mesmo improvisadas sem nunca ter medo de voar até à exaustão e no fim não encontrar um local só seu.
Para se entreter a si e aos demais, seja catarse ou invenção, paira a dúvida, aquilo que diz sente sempre, nem que na terceira pessoa inventada ou vivida para apenas dar a ilusão de que é de ti que fala ou dele falou, em todas as estórias que disse, narrou ou inventou...
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Senhorinha de Magalhães
Perdida na imensidão do Universo, sou alma errante que busca sem encontrar um local a que chamar lar.
Fujo e afasto-me de tudo e de todos sem nunca perceber que era de mim de quem mais queria fugir.
Tantas vezes amei e desamei. Tantas vezes errei para não evoluir.
Presa a nada a não ser o ar, volto a reencarnar, volto a viver.
Serei eu? Serei alguém? Lembrar-me-ei no fim, como que num balanço de vidas, se algo aprendi? Ou vivo vezes e vezes sem conta sem nunca saber afinal que vivi e para que vivi.
Para quem vivi? Para mim, única e exclusivamente eu! A minha vontade egoísta de sentir, pertencer, encontrar um pedaço de terra só meu.
De nada me serve. A vida é uma escada que vou subindo e descendo muitas vezes sem saber se subo ou desço apenas noto que me movo, sem rumo ou destino. Será fado ou engodo o termo, se é que existe, da vida?
Agora com os olhos enrugados pelo tempo. Muitas vezes não sei quem sou ou quem fui.
Tudo o que tinha, nem sei mais que tive, nem sei que tenho, apenas sigo a maré num local estranho a que chamo lar. Perdeu o aconchego a palavra. Nada mais é que um depósito que me recorda, quando consciente, de que daqui só saio noutra vida, se é que a há.
Qual lar, qual vida, qual destino, cruel (?) que me resta. Agora que me olham com o pesar no rosto, de quem vem por frete, sabe se lá ver-me por uma vez mais antes de existir noutra vida, se é que a há.
Recordo-te agora com saudade. Meu exemplo de força e mulher, que muito sofreu mas aventurou e desafiou. Podes não saber quem és mas sei eu quem foste e és ainda e espero que ainda sejas por muito tempo mais.
Posso apenas imaginar o meu fado, tu já conheces o teu.
Desculpa a impaciência, desculpa o mau feitio, desculpa as visitas escassas, desculpa o peso no rosto de quem tem medo que me olhes e me reconheças pela última vez, embora teu coração ainda bata, teus pulmões ainda respirem e a tua mente se perca no imaginário mundo que criarás quando o Alzheimer tomar conta de quem és e foste.
Não tenhas medo nem vergonha.
Para mim sempre foste e serás a melhor avó do mundo.
Fujo e afasto-me de tudo e de todos sem nunca perceber que era de mim de quem mais queria fugir.
Tantas vezes amei e desamei. Tantas vezes errei para não evoluir.
Presa a nada a não ser o ar, volto a reencarnar, volto a viver.
Serei eu? Serei alguém? Lembrar-me-ei no fim, como que num balanço de vidas, se algo aprendi? Ou vivo vezes e vezes sem conta sem nunca saber afinal que vivi e para que vivi.
Para quem vivi? Para mim, única e exclusivamente eu! A minha vontade egoísta de sentir, pertencer, encontrar um pedaço de terra só meu.
De nada me serve. A vida é uma escada que vou subindo e descendo muitas vezes sem saber se subo ou desço apenas noto que me movo, sem rumo ou destino. Será fado ou engodo o termo, se é que existe, da vida?
Agora com os olhos enrugados pelo tempo. Muitas vezes não sei quem sou ou quem fui.
Tudo o que tinha, nem sei mais que tive, nem sei que tenho, apenas sigo a maré num local estranho a que chamo lar. Perdeu o aconchego a palavra. Nada mais é que um depósito que me recorda, quando consciente, de que daqui só saio noutra vida, se é que a há.
Qual lar, qual vida, qual destino, cruel (?) que me resta. Agora que me olham com o pesar no rosto, de quem vem por frete, sabe se lá ver-me por uma vez mais antes de existir noutra vida, se é que a há.
Recordo-te agora com saudade. Meu exemplo de força e mulher, que muito sofreu mas aventurou e desafiou. Podes não saber quem és mas sei eu quem foste e és ainda e espero que ainda sejas por muito tempo mais.
Posso apenas imaginar o meu fado, tu já conheces o teu.
Desculpa a impaciência, desculpa o mau feitio, desculpa as visitas escassas, desculpa o peso no rosto de quem tem medo que me olhes e me reconheças pela última vez, embora teu coração ainda bata, teus pulmões ainda respirem e a tua mente se perca no imaginário mundo que criarás quando o Alzheimer tomar conta de quem és e foste.
Não tenhas medo nem vergonha.
Para mim sempre foste e serás a melhor avó do mundo.
Basta!
Chega! Não! Pára! Não quero mais!
Nada de palpitações, nada de suores, nada de me deixares a sofucar.
Chega, basta, não batas mais!
Coração destemido que tantas vezes choras de desilusão, bates e bates e bates cada vez mais e sempre mais, a correr, sem parar, vez após vez, machina animata és, sofres, choras, páras, recomeças, voltas a bater quando já me prometeste parar.
Pára, não quero mais: Escolhes sempre quem não acompanha teu passo desenfreado. Louco de paixão, sem medo ou pudor, bates e bates cada vez mais, bates profundamente e depois cais, redondo no chão.
É verdade, sempre te levantas mas não quero mais. Desliga o botão, não te apaixones mais.
Por favor pára!
Basta, chega não aguento mais que batas sem parar por quem não te quer amar...
Nada de palpitações, nada de suores, nada de me deixares a sofucar.
Chega, basta, não batas mais!
Coração destemido que tantas vezes choras de desilusão, bates e bates e bates cada vez mais e sempre mais, a correr, sem parar, vez após vez, machina animata és, sofres, choras, páras, recomeças, voltas a bater quando já me prometeste parar.
Pára, não quero mais: Escolhes sempre quem não acompanha teu passo desenfreado. Louco de paixão, sem medo ou pudor, bates e bates cada vez mais, bates profundamente e depois cais, redondo no chão.
É verdade, sempre te levantas mas não quero mais. Desliga o botão, não te apaixones mais.
Por favor pára!
Basta, chega não aguento mais que batas sem parar por quem não te quer amar...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Jogos de amor
Sempre fui cega e virei as costas ao Cupido.
Aliás o cupido é que é cego, ou come palha, tem fraca pontaria ou é um porco sádico.
Mas que raio??!!??
Já repararam que na natureza as coisas são bem mais simples?
Vejamos um cão: ai e tal tás com o cio? buga lá cadela....
Como assim hoje em dia ainda há cães que abandonam as crias e companheiras só porque já não lhes acham tanta piada ou então as crias afinal choram, berram, cagam, vomitam e ficam caras à brava....
ok pronto a vida selvagem é menos complicada mas também é livre de compromissos.
Eu gosto de compromissos... se tudo mais hoje em dia já é banal, então o compromisso é uma das poucas coisas que posso dar a quem amo... que é só meu e de mais ninguém.
Mas, raios, porque tem de ser tão complexo! Não percebo nem subscrevo o joguinho do "quanto mais me bates ou rejeitas mais gosto de ti".
Fazer de conta que tenho mais que fazer, quando na verdade estou a morrer de vontade para sair contigo idiota!!!
Fazer de conta que não te vejo, quando na realidade a tua cara é a primeira que procuro...
Fazer de conta que não me aquece nem me arrefece quando na realidade dói quando me ignoras...
Mas aqui entra a parte em que o jogo até pode nem ser jogo, aliás pode ser só fruto da imaginação de quem gosta ou necessita de gostar (?) não, gosta mesmo....
Estarei a imaginar coisas? Ou a percebê-las mal? Estarei assim tão inocentemente apaixonada que não vejo o óbvio? Que tudo não passa de um sonho que não é nem nunca será real a não ser que durma profundamente por toda a eternidade?
Não, não percebo.... mas mesmo que queria peceber lá vem a merda do jogo... não confirmo nem desconfirmo, não respondo, sorrio e deixo a dúvida no ar...
Será por isso que penso em ti todos os dias? Será por isso que me fascinas? Ou antes admiro a tua paciência de santo? Porque meu amor, no amor, não sei esperar.... quero saborear a essência do teu ser o quanto antes (não me refiro ao desejo carnal, essa nunca foi nem será a essência do ser mas fruto da condição humana).... mas sim eu sei, o melhor é ir devagar para melhor saborear...
Deixa me pelo menos saber se é jogo ou engodo, se é esperança ou desinterpretação, se é sonho ou feliz realidade aquilo que eu penso que despoleto em ti.
Generosidade, paixão, carinho, pena, interesse?
Diz me já. Eu sou crescidinha. Lido bem com a perda sempre lidei.
Não sou vencida mas travo batalhas que nem sempre ganho...
Diz me que te conquistei, diz me que queres saber quem sou para que eu te possa ir relevando o meu ser já que a tua voz doce, leve como um sussurro, o teu olhar penetrante e o teu toque quente, macio, acolhedor e envolvente não me deixam nunca dizer o que penso nem pensar no que digo.
Livra-me desta tortura mental que me consome. Livra-me deste jogo que não sei jogar e toma-me como tua, como um dia poderei vir a ser...
Aliás o cupido é que é cego, ou come palha, tem fraca pontaria ou é um porco sádico.
Mas que raio??!!??
Já repararam que na natureza as coisas são bem mais simples?
Vejamos um cão: ai e tal tás com o cio? buga lá cadela....
Como assim hoje em dia ainda há cães que abandonam as crias e companheiras só porque já não lhes acham tanta piada ou então as crias afinal choram, berram, cagam, vomitam e ficam caras à brava....
ok pronto a vida selvagem é menos complicada mas também é livre de compromissos.
Eu gosto de compromissos... se tudo mais hoje em dia já é banal, então o compromisso é uma das poucas coisas que posso dar a quem amo... que é só meu e de mais ninguém.
Mas, raios, porque tem de ser tão complexo! Não percebo nem subscrevo o joguinho do "quanto mais me bates ou rejeitas mais gosto de ti".
Fazer de conta que tenho mais que fazer, quando na verdade estou a morrer de vontade para sair contigo idiota!!!
Fazer de conta que não te vejo, quando na realidade a tua cara é a primeira que procuro...
Fazer de conta que não me aquece nem me arrefece quando na realidade dói quando me ignoras...
Mas aqui entra a parte em que o jogo até pode nem ser jogo, aliás pode ser só fruto da imaginação de quem gosta ou necessita de gostar (?) não, gosta mesmo....
Estarei a imaginar coisas? Ou a percebê-las mal? Estarei assim tão inocentemente apaixonada que não vejo o óbvio? Que tudo não passa de um sonho que não é nem nunca será real a não ser que durma profundamente por toda a eternidade?
Não, não percebo.... mas mesmo que queria peceber lá vem a merda do jogo... não confirmo nem desconfirmo, não respondo, sorrio e deixo a dúvida no ar...
Será por isso que penso em ti todos os dias? Será por isso que me fascinas? Ou antes admiro a tua paciência de santo? Porque meu amor, no amor, não sei esperar.... quero saborear a essência do teu ser o quanto antes (não me refiro ao desejo carnal, essa nunca foi nem será a essência do ser mas fruto da condição humana).... mas sim eu sei, o melhor é ir devagar para melhor saborear...
Deixa me pelo menos saber se é jogo ou engodo, se é esperança ou desinterpretação, se é sonho ou feliz realidade aquilo que eu penso que despoleto em ti.
Generosidade, paixão, carinho, pena, interesse?
Diz me já. Eu sou crescidinha. Lido bem com a perda sempre lidei.
Não sou vencida mas travo batalhas que nem sempre ganho...
Diz me que te conquistei, diz me que queres saber quem sou para que eu te possa ir relevando o meu ser já que a tua voz doce, leve como um sussurro, o teu olhar penetrante e o teu toque quente, macio, acolhedor e envolvente não me deixam nunca dizer o que penso nem pensar no que digo.
Livra-me desta tortura mental que me consome. Livra-me deste jogo que não sei jogar e toma-me como tua, como um dia poderei vir a ser...
terça-feira, 31 de março de 2009
Desabafo sem nexo
Dizem que é bom recordar, dizem que recordar é viver.
Mas e se então, no percurso da vida, tudo aquilo que me faz recordar não traz nada senão um punhado de lágrimas, dor e tristeza do que foi mas não devia ter sido, do que podia ter sido mas não foi, tendo em conta que hoje sou reflexo do que fui?
Mas quem sou afinal? Passados anos mantêm-se a luta interna, o querer separar o eu de dentro de mim; a vontade de espreitar a que sabe ser outra pessoa, o que sente uma outra alma, como se vive numa outra pele.
Renegar a minha existência não passa porém de um absurdo. Prefiro existir com alma incessante do que não viver sequer. Encontrar-me no meio de quem devo ser, queria ser ou queriam que fosse parece-me uma factura a pagar por respirar apenas.
Já não sou quem fui, de olhos bem abertos suspiro por os ter tido fechados durante tanto tempo...não me arrependo de nada... tudo o que vivi foi bem real, bem sentido....
Recordo com saudade a inocência e com mágoa a incerteza no saber estar....
Queria apenas poder voltar atrás, não para alterar o meu fado, mas para poder avisar-me a mim mesma, como num sonho premonitório, não me deixar sofrer tanto.... já que um dia tudo chega ao fim...
O baralho de cartas desmonora-se e num instante estás só.... sem saber a que naipe pertences ou se sequer sabes jogar as cartas certas... até porque o jogo já é outro....
Não sei o que me espera o amanhã... não, não sou fútil e sem ambições.... o baralho a que pertenci afinal não era meu... resta-me tentar reconstruir-me e renascer, qual fénix, das cinzas.... do pó.
Nada mais sei a não ser viver um dia de cada vez, cada hora, cada minuto, cada segundo com o fantasma de quem fui e não cheguei a ser para vir um dia saber afinal o que raio sou eu suposto fazer neste ponto pequenino do Universo.
Mas e se então, no percurso da vida, tudo aquilo que me faz recordar não traz nada senão um punhado de lágrimas, dor e tristeza do que foi mas não devia ter sido, do que podia ter sido mas não foi, tendo em conta que hoje sou reflexo do que fui?
Mas quem sou afinal? Passados anos mantêm-se a luta interna, o querer separar o eu de dentro de mim; a vontade de espreitar a que sabe ser outra pessoa, o que sente uma outra alma, como se vive numa outra pele.
Renegar a minha existência não passa porém de um absurdo. Prefiro existir com alma incessante do que não viver sequer. Encontrar-me no meio de quem devo ser, queria ser ou queriam que fosse parece-me uma factura a pagar por respirar apenas.
Já não sou quem fui, de olhos bem abertos suspiro por os ter tido fechados durante tanto tempo...não me arrependo de nada... tudo o que vivi foi bem real, bem sentido....
Recordo com saudade a inocência e com mágoa a incerteza no saber estar....
Queria apenas poder voltar atrás, não para alterar o meu fado, mas para poder avisar-me a mim mesma, como num sonho premonitório, não me deixar sofrer tanto.... já que um dia tudo chega ao fim...
O baralho de cartas desmonora-se e num instante estás só.... sem saber a que naipe pertences ou se sequer sabes jogar as cartas certas... até porque o jogo já é outro....
Não sei o que me espera o amanhã... não, não sou fútil e sem ambições.... o baralho a que pertenci afinal não era meu... resta-me tentar reconstruir-me e renascer, qual fénix, das cinzas.... do pó.
Nada mais sei a não ser viver um dia de cada vez, cada hora, cada minuto, cada segundo com o fantasma de quem fui e não cheguei a ser para vir um dia saber afinal o que raio sou eu suposto fazer neste ponto pequenino do Universo.
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