Sou apenas um fantasma, correm a música e as lágrimas pela triste percecpção que também eu sou um fantasma. Deambulo a terra em procura não sei bem do quê, da tão advogada felicidade, tão rara, tão longe de mim.
Só me apetece fugir mas não sei para onde, não quero esta vida, não quero este pesar, não quero estar na sombra, quero brilhar.
Mas deixem me estar. Todos sorriem e fazem por outros em minutos o que em anos nunca fizeram por mim, outros fingem lembrarem-se de mim para que me possam ter on hold, como num filme, de vida, da deles, não da minha, a quem retornar um dia mais tarde.
Então sou um fantasma, que deambula de vida em vida, de felicidade em felicidade, não da minha, mas da de outrém, que no fim se esquece como tudo no mundo.
Então sou um não ser, se somos pela memória de outros eu não existo em muitos mundos. Não sou indispensável a ninguém, nem a mim mesma, já que de mim queria fugir.
Poderia ser qualquer outra pessoa, mas tinha de ser esta ignóbil, vil, desprezível e detestável existência de quem não vive mas deixa passar a vida, à espera que o amanhã me traga o amanhã, aquele dia em que não sou fantasma.
É este o pagamento por uma vida? Então muitos andam a crédito, queria creditar, queria acreditar, que não sou fantasma mas sou. Sou invisivel, sou transparente, passam através de mim, então para quê adiar o inadiável?
Agora sim sou fantasma...ah que leveza....deambulo de terra em terra e nada mais faço que observar, o que podia ter dito e não disse, o que podia ter feito e não fiz, quem me podia ter amado e não amou...
Sou finalmente uma não existência sem consciência, não penso, não como, não choro, não respiro, não receio nem anseio, afinal, a diferença não é muita... já estava morta há muito.
O Casper era um fantasminha mt fófinho :P
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