Se o meu coração falasse era isto que diria.
Se ele pensasse seria no futuro que pensaria para ocupar o vazio que o preeenche de tempos a tempos.
Se ele se pudesse expressar estaria a sorrir com uma lágrima no olho, se o tivesse.
É que o meu coração livre, ganha asas imaginárias. Vagueia não pelas memórias e não pelos sonhos mas pelo espaço vago que tem pela frente.
Ele não se acusa nem desespera, ele não se denuncia nem se retém. É livre, com vontade própria, faz o que bem lhe convém.
Não bate tristemente por bater, nem tão pouco se preocupa com isso. Se falasse diria que não sabe que diz, se pensasse enlouqueceria.
Mas no fundo aquilo que sabe é que se escrevesse directamente o que pensa, não mediria palavras nem segundas interpretações.
Diria o que lhe apetece porque é livre, sem medo de associações. Até porque como vai voando, sem nunca querer pousar de ramo em ramo, procura sempre o melhor local onde descansar. Enquanto não pousa vai contando histórias antigas, recentes ou mesmo improvisadas sem nunca ter medo de voar até à exaustão e no fim não encontrar um local só seu.
Para se entreter a si e aos demais, seja catarse ou invenção, paira a dúvida, aquilo que diz sente sempre, nem que na terceira pessoa inventada ou vivida para apenas dar a ilusão de que é de ti que fala ou dele falou, em todas as estórias que disse, narrou ou inventou...
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