Ora hoje há apenas uma palavra que define o meu estado de espírito: tédio.... com tudo o que já se passou na minha curta mas algo atribulada vida podia ter escrito um livro ou feito um filme. Mas é precisamente quando penso que mais nada me pode surpreender que a minha querida vida me diz "estás redondamente enganada". E só porque hoje o tédio é muito aqui vai uma estorinha que bem podia ser de faz de conta mas não é... aconteceu me mesmo a mim.
Acho que desde que me conheço que não me tenho em alta conta. Sempre considerei que não era o suficiente em tudo e mais alguma coisa e no que diz respeito a pessoas, nunca tive muito jeito para me relacionar fosse com quem fosse. Então a minha adolescência, como qualquer uma, passou por uma busca de identidade quando de mim só queriam ajuda para estudar (diz-se que eu tinha boas botas). Rapazes, ai, que vergonha... sempre fui tão lamechas, característica quase inata de quem passa mais tempo a suspirar por criações de hollywood que pessoas reais com cabeça, tronco e membros.
Tudo isto para dizer que o meu primeiro beijo foi aos 17 anos... sim é verdade, finalmente tinha esperança que afinal havia um futuro para mim... Se isto fosse um filme apareceria um grande plano meu de palmas unidas a apontar para o céu, a suspirar com olhar vazio e sorriso nos lábios... a seguir vinha o som de disco partido e alguém me dava um estalo na cara!
Mas isto não é um filme. Isto é a minha vida. Então, 7 anos depois veio o estalo sob a forma de amadurecimento e consciencialização, mais ou menos forçada, de quem sou e do que quero na vida, bem pelo menos do que não quero....
Ai que linda estória que afinal não revelou nada, certo? Errado, não era nada disto que vos queria contar....
A verdade é esta. Durante muito tempo pensei k era uma mulher forte e independente, quando na realidade só queria alguém que gostasse de mim.. e o resultado era sempre o mesmo: sucumbia à vontade e vida dos outros em vez da minha e desviava me daquilo que me prupunha a conquistar.
Durante muito tempo na minha vida tive uma atitude de deixa rolar... escolhi o curso de faculdade como se sorteia o nome do amigo oculto no Natal e passei por ele como quem esperava encontrar entretanto algo que me sentisse capaz de fazer porque pensava que jornalismo não era a minha onda. Mas É! Totalmente a minha onda... descobri-o num estágio e descobri durante esse tempo muito mais acerca de mim mesma do que numa curta vida inteira. Em 3 meses, apenas 3 meses, tive um relance de felicidade, daquilo a que eu chamaria de vida plena, feliz e realizada.
Quem diz que com 27 anos mulher que se preze tem de ter namorado, estar prestes para casar e procriar? Alias quem diz que esse é o que EU quero? A vida para ser apreciada tem de ser vivida, com cautela sim, mas vivida... e a vida são os segundos, os minutos, as horas de AGORA. Agora mesmo e não daqui a anos... ou talvez amanhã. As oportunidades de vida apresentam-se uma vez, não são planeadas, são num agora atento ou num passado irreconhecido e lamentado. Por isso decido viver agora... o momento interessa e nada mais. Agora escolho carreira acima de tudo.... independencia monetária, independência emocional. Ninguém é alguém para me julgar, sim faço o que quero e me dá na real vinheta... porque me devo sujeitar a comentários machistas movidos a puro ciúme de quem não aprecia que use determinada roupa ou maquilhagem... porque me chatear se não, não me apetece ir ver computadores horas a fio ou mesmo que seja ir aturar os amigos dele porque ele me atira à cara que tenho de aturar os meus. Para que ter de levar com filmes de ciume ou traiçao, suspeição e disse que não disse, mas tu és assim, não vais mudar, acaba não acaba, namoro não namoro, arre que paciência...
E assim chego ao que vos queria contar... sou solteira e boa rapariga.... e perseguida por um "não sei o que sinto por ti, mas agora não vou desistir de ti" ! Confusos? Também eu... como é que um homem de barba feita passa da aparente total despreocupação e desinteresse para obsessão e negação de rejeicção? Como é possível que uma pessoa não entenda que não é não e se rebaixe ao ponto de me deixar a pensar "como foi possível me envolver com ele para começar"?
O comportamento humano é algo que me fascina mas também assusta... ameaças de "um dia descubro a tua morada e apareço te aí" não me comovem, assustam-me e levam me a pensar em como uma pessoa pode ser algo completamente oposto ao que transparece.... a idade é mesmo relativa!!!!
Hoje é o primeiro dia em muitos que não chovem ameaças no meu telemóvel, talvez tenha finalmente desistido ou está a planear alguma... cada vez mais dou valor à independencia e ao direito que tenho de escolher pura e simplesmente não ter que aturar estas merdas.... até porque para loucura ... já basta a minha vida....
Maryusca
quarta-feira, 16 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Como te dizer - não se fiem no tom do que digo :)
Às vezes sinto me parva, sinto não sou mesmo!
Este blog é como um desabafo, um local onde coloco em caracteres o que me vai na alma, mas quem me conhece já devia saber que sou um turbilhão de sentimentos.
Hoje sinto me invencível e feliz! Capaz de mudar o mundo só com a minha força de vontade... ontem sentia-me a pessoa mais pequena do mundo, há dias assim... há dias em que sinto um desespero por afecto que até a mim me espanta. Sempre independente e indiferente, nua e crua no que diz respeito ao que sinto, às vezes chego a ser patética na impaciência. Há dias em que nem me reconheço, impaciente, chata, mesquinha, impertinente e inoportuna e é nesses dias que já devia saber controlar os meus impulsos.
Há dias em que mais valia ter as mãos atadas, fita adesiva na boca e diluir um xanax no café porque se há dias em que a vida são dois dias há outros que nem dois anos chegam para se viver algo em pleno.
Escrevo assim porque hoje, precisamente hoje acordei bem disposta. Nem meia hora depois já estava que nem me aturo a mim mesma, com vontade de desaparecer para não aturar nada nem ninguém.
Queria tanto fumar, ai se queria e ainda quero! Mas fui correr e não é que encontrei alguém que me conheceu no passado, mas reconhecendo-me já não me conhece!
Já não sou a menina certinha, como ele me disse, a menina dos 20... perdi a inocência algures e comecei a viver. Vivi uma vida errante, errada em relação a mim mesma, quem sou e o que quero para mim... é no que dá viver em prole de uma outra pessoa, viver a vida dela e não a minha.
Parece que às vezes é essa a ideia que transmito... parece às vezes por aquilo que escrevo sou desesperada por viver uma vida com outra pessoa, com ênfase no outro e não em mim...
Sou uma exagerada... muitas vezes quando leio dias depois o que escrevo não me sinto eu, fui eu quem escrevi? que "eu" era eu daquela vez?
Sou louca, sou apaixonada, sou meiga, sou destravada, gosto de aventuras e correr alguns riscos, mas respeitinho é bonito e eu gosto também.... apaixono me facilmente mas também para mim tudo é amor... acima de tudo amo me a mim, agora sim posso garantir que gosto de quem sou, excepto quando tenho um ataque.. de diarreia mental transcrita para o blog, como muitos posts que aqui coloquei....
Sou uma caixinha de surpresas, sou assim... da alma para o computador os sentimentos são elevados a um exponente infinito... que exagero, que dramatismo... Sou fatalista, sou niilista, sou depressiva, sou extrovertida, sou muita coisa e coisa alguma, como explicar? Sei quem sou e sou muitas coisas... exagerada concerteza, sinto o que digo mas o que digo é certamente floreado de exagero.... sou livre e assim... hoje, agora, pelo menos...
Vai na conta um post que afinal não vai deprimir ninguém....
Este blog é como um desabafo, um local onde coloco em caracteres o que me vai na alma, mas quem me conhece já devia saber que sou um turbilhão de sentimentos.
Hoje sinto me invencível e feliz! Capaz de mudar o mundo só com a minha força de vontade... ontem sentia-me a pessoa mais pequena do mundo, há dias assim... há dias em que sinto um desespero por afecto que até a mim me espanta. Sempre independente e indiferente, nua e crua no que diz respeito ao que sinto, às vezes chego a ser patética na impaciência. Há dias em que nem me reconheço, impaciente, chata, mesquinha, impertinente e inoportuna e é nesses dias que já devia saber controlar os meus impulsos.
Há dias em que mais valia ter as mãos atadas, fita adesiva na boca e diluir um xanax no café porque se há dias em que a vida são dois dias há outros que nem dois anos chegam para se viver algo em pleno.
Escrevo assim porque hoje, precisamente hoje acordei bem disposta. Nem meia hora depois já estava que nem me aturo a mim mesma, com vontade de desaparecer para não aturar nada nem ninguém.
Queria tanto fumar, ai se queria e ainda quero! Mas fui correr e não é que encontrei alguém que me conheceu no passado, mas reconhecendo-me já não me conhece!
Já não sou a menina certinha, como ele me disse, a menina dos 20... perdi a inocência algures e comecei a viver. Vivi uma vida errante, errada em relação a mim mesma, quem sou e o que quero para mim... é no que dá viver em prole de uma outra pessoa, viver a vida dela e não a minha.
Parece que às vezes é essa a ideia que transmito... parece às vezes por aquilo que escrevo sou desesperada por viver uma vida com outra pessoa, com ênfase no outro e não em mim...
Sou uma exagerada... muitas vezes quando leio dias depois o que escrevo não me sinto eu, fui eu quem escrevi? que "eu" era eu daquela vez?
Sou louca, sou apaixonada, sou meiga, sou destravada, gosto de aventuras e correr alguns riscos, mas respeitinho é bonito e eu gosto também.... apaixono me facilmente mas também para mim tudo é amor... acima de tudo amo me a mim, agora sim posso garantir que gosto de quem sou, excepto quando tenho um ataque.. de diarreia mental transcrita para o blog, como muitos posts que aqui coloquei....
Sou uma caixinha de surpresas, sou assim... da alma para o computador os sentimentos são elevados a um exponente infinito... que exagero, que dramatismo... Sou fatalista, sou niilista, sou depressiva, sou extrovertida, sou muita coisa e coisa alguma, como explicar? Sei quem sou e sou muitas coisas... exagerada concerteza, sinto o que digo mas o que digo é certamente floreado de exagero.... sou livre e assim... hoje, agora, pelo menos...
Vai na conta um post que afinal não vai deprimir ninguém....
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Como te dizer....
Como te dizer que sinto a tua falta e tenho saudades... do teu riso, do teu jeito de falar, da tua impaciência, do teu cheiro, do teu olhar no meu, da nossa cumplicidade...
Como te dizer que quando te conheci, ainda me lembro, sentado na tua cadeira, com a tua postura do "não quero saber, tou me a cagar e os outros que se fodam"... olhaste, discreto, silnecioso permaneceste até que um dia chegaste, a falar de artistas e te disse que sim eras artista, mas de circo.... Tava noutra, na expectativa de ter encontrado enfim um homem a sério, mais maduro, mais velho, mais ligado à família e disponível, como eu...
Como te dizer que logo ali algo senti dentro de mim, logo no dia em que saimos juntos e sozinhos e te obriguei a pagar me um café porque, diacho, não tinha dinheiro comigo...
Como te dizer que nessa altura já não pensava no outro com o coração mas com a cabeça... como era possível sentir o que sentia... não eras nada do que pensei melhor para mim... não eras quem pensei que eras, irresponsável e imaturo, alguém que vai com a corrente e nada sente a não ser por si mesmo e pelo seu umbigo....
Como te dizer que mexeste comigo e quando vias no visor mensagens dele era eu a tentar afastá-lo de mim porque já sabia que não gostava dele mas sentia algo por ti...
Como te dizer que me confundias e ainda confundes, não negas a atracção por mim e admites gostar de alguém que não eu? Voltei a pensar com a cabeça e tentei tirar te do meu coração... foi horrivel, sentir me assim, não sabia que era possível mas foi... ter alguém a tocar em mim e imaginar que eram as tuas mãos e não as dele.. pensar que se fosses tu era bem melhor, não queria estar ali mas contigo, senti vergonha, foi pior que pensava, senti repudio, senti nojo, senti a sujice de me limitar e travar, por pensar que se te dissesse a tua aversão por sentimentos ia certamente afastar te de mim...
Como te dizer que não consegui mais... mesmo que saiba que não te tenho nem terei, é me dificil aceitar mas prefiro permanecer assim... fiel ao que sinto, ao que sei que tenho para te dar, a felicidade que sei que contigo tenho....
Como te dizer que gosto de ti... não quero o teu sexo, nem a tua ajuda, quero te a ti a meu lado, a tua companhia a tua imprevisibilidade, a tua iniciativa, a tua espontaneidade....
Como te dizer que és lindo, mas não é isso que me atrai em ti...
Como te dizer que tens razão, se estou contigo estou com Deus, sinto me segura e protegida, tal e qual como um homem deve representar o papel de pilar protector tu és/serias o meu....
Como te dizer que mesmo quando me irritas gosto de ti, aceito te tal como és, não quero um cão quero um homem, como sei que és....
Como te dizer que todas as noites revejo o que me dizes e não dizes, o teu silêncio mata-me a alma, esfaqueia e rasga me o coração, é uma dor cá dentro, um buraco vazio que puxa a minha existência para a amargura de saber que é ela que te tem e não eu e estou destinada a sofrer até ao fim, até te esquecer... não há dia que não me lembre de ti.... na rádio, na memória, nas expressões, há sempre algo especial que me leva a ti...
Como te dizer que o que mais gosto em ti é o que contigo eu sei que posso ser... eu mesma, sem receio... contigo eu sou eu, igual a mim mesma, não calço os sapatos de ninguém, não preencho as medidas de ninguém, sou eu com os meus defeitos e as minhas virtudes e é assim que gostas de mim...
Como te dizer que nunca na minha vida me senti assim? Que sempre tentei ser alguém que não eu por pensar que assim podia agradar e até conseguir que alguém até gostasse de mim...
Como te dizer que és o único que me deixou assim sem esquecer e sem vontade de o fazer?
Como te dizer que quando nada dizes afinal penso que não me queres nem respeitas, sou apenas lufada de ar fresco no teu ego e que um dia sem aviso deixas de vez de me querer para uso frutuito...
Como te dizer que já passou muito tempo desde a última vez que te vi e sei que tu, como qualquer outro homem, não tens tao cedo saudades, se é que algum dia vais sentir, mas eu sinto...
Como te dizer que tenho ar de durona mas tremo mais que gelatina, como te dizer tudo isto e muito mais se não me deixas nem me dizes porquê... não mereço, julgo não merecer o silêncio, a ousadia, a cobardia e a troça....
Como te dizer que, foda-se, não queria, tentei, mas não consigo, desculpa mas gosto de ti e agora? Não te peço mais nada a não ser sinceridade... se me queres diz-me, se nao liberta-me por uma vez...
Como te dizer que jã não sei de mim....
Como te dizer que quando te conheci, ainda me lembro, sentado na tua cadeira, com a tua postura do "não quero saber, tou me a cagar e os outros que se fodam"... olhaste, discreto, silnecioso permaneceste até que um dia chegaste, a falar de artistas e te disse que sim eras artista, mas de circo.... Tava noutra, na expectativa de ter encontrado enfim um homem a sério, mais maduro, mais velho, mais ligado à família e disponível, como eu...
Como te dizer que logo ali algo senti dentro de mim, logo no dia em que saimos juntos e sozinhos e te obriguei a pagar me um café porque, diacho, não tinha dinheiro comigo...
Como te dizer que nessa altura já não pensava no outro com o coração mas com a cabeça... como era possível sentir o que sentia... não eras nada do que pensei melhor para mim... não eras quem pensei que eras, irresponsável e imaturo, alguém que vai com a corrente e nada sente a não ser por si mesmo e pelo seu umbigo....
Como te dizer que mexeste comigo e quando vias no visor mensagens dele era eu a tentar afastá-lo de mim porque já sabia que não gostava dele mas sentia algo por ti...
Como te dizer que me confundias e ainda confundes, não negas a atracção por mim e admites gostar de alguém que não eu? Voltei a pensar com a cabeça e tentei tirar te do meu coração... foi horrivel, sentir me assim, não sabia que era possível mas foi... ter alguém a tocar em mim e imaginar que eram as tuas mãos e não as dele.. pensar que se fosses tu era bem melhor, não queria estar ali mas contigo, senti vergonha, foi pior que pensava, senti repudio, senti nojo, senti a sujice de me limitar e travar, por pensar que se te dissesse a tua aversão por sentimentos ia certamente afastar te de mim...
Como te dizer que não consegui mais... mesmo que saiba que não te tenho nem terei, é me dificil aceitar mas prefiro permanecer assim... fiel ao que sinto, ao que sei que tenho para te dar, a felicidade que sei que contigo tenho....
Como te dizer que gosto de ti... não quero o teu sexo, nem a tua ajuda, quero te a ti a meu lado, a tua companhia a tua imprevisibilidade, a tua iniciativa, a tua espontaneidade....
Como te dizer que és lindo, mas não é isso que me atrai em ti...
Como te dizer que tens razão, se estou contigo estou com Deus, sinto me segura e protegida, tal e qual como um homem deve representar o papel de pilar protector tu és/serias o meu....
Como te dizer que mesmo quando me irritas gosto de ti, aceito te tal como és, não quero um cão quero um homem, como sei que és....
Como te dizer que todas as noites revejo o que me dizes e não dizes, o teu silêncio mata-me a alma, esfaqueia e rasga me o coração, é uma dor cá dentro, um buraco vazio que puxa a minha existência para a amargura de saber que é ela que te tem e não eu e estou destinada a sofrer até ao fim, até te esquecer... não há dia que não me lembre de ti.... na rádio, na memória, nas expressões, há sempre algo especial que me leva a ti...
Como te dizer que o que mais gosto em ti é o que contigo eu sei que posso ser... eu mesma, sem receio... contigo eu sou eu, igual a mim mesma, não calço os sapatos de ninguém, não preencho as medidas de ninguém, sou eu com os meus defeitos e as minhas virtudes e é assim que gostas de mim...
Como te dizer que nunca na minha vida me senti assim? Que sempre tentei ser alguém que não eu por pensar que assim podia agradar e até conseguir que alguém até gostasse de mim...
Como te dizer que és o único que me deixou assim sem esquecer e sem vontade de o fazer?
Como te dizer que quando nada dizes afinal penso que não me queres nem respeitas, sou apenas lufada de ar fresco no teu ego e que um dia sem aviso deixas de vez de me querer para uso frutuito...
Como te dizer que já passou muito tempo desde a última vez que te vi e sei que tu, como qualquer outro homem, não tens tao cedo saudades, se é que algum dia vais sentir, mas eu sinto...
Como te dizer que tenho ar de durona mas tremo mais que gelatina, como te dizer tudo isto e muito mais se não me deixas nem me dizes porquê... não mereço, julgo não merecer o silêncio, a ousadia, a cobardia e a troça....
Como te dizer que, foda-se, não queria, tentei, mas não consigo, desculpa mas gosto de ti e agora? Não te peço mais nada a não ser sinceridade... se me queres diz-me, se nao liberta-me por uma vez...
Como te dizer que jã não sei de mim....
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Nua
Nua é como me sinto...
Quanto te vejo com esse teu ar despreocupado... sinto-me nua quando falas nela, é como se ela fosse melhor que eu em todos os aspectos, mais bonita, mais inteligente, mais magra, mais sensual, mais digna do teu toque que eu... já não me tocas, já não me procuras, já não me desejas, já não te vejo a olhar-me pelo canto do olho... sinto me nua agora. Surgiste do nada, quando pensava que a vida finalmente corria segura, metódica, certa. Deixei me levar pelo impulso de sentir sem remorsos, sem pensar, apenas viver pela primeira vez porque julguei que merecia.
Senti-me bem, lá no alto, poderosa, independente, senhora de mim, como sempre quis ser, fria, sem ligação emocional a ninguem.... mas agora estou nua... tenho frio e mereço, a nudez a frieza... apercebi-me tarde demais que não deixei de sentir, apercebi-me tarde demais o que sentia por quem... sinto me nua e mereço... sinto que me apaixonei mas sei que tu não, sinto que mereço não ser melhor de quem te toma nos braços, de quem te beija os lábios, de quem te sente dentro dela... sinto me nua e mereço. É uma pena que vou carregar para sempre comigo, uma promessa de felicidade que arruinei, um defecho que não chegou, uma dor dilcerante, um abismo constante. Juro te que não queria isto, não queria sentir assim por ti, não gosto de mim assim, apaixonada, fraca, lamechas, mimalha, dependente, carente por um beijo teu, pelo teu toque... não queria mas sinto me nua. Nua sem ti, nua sem mim, perdida, derrotada.... Desculpa, não queria, mas sinto me nua.
Há uma razão pela qual eu estou sempre só. Nunca tomo as decisões certas, nada parece acertado, viver a um é mais facil que a dois, é uma realidade que receio... receio não ser boa companheira, boa amante, boa amiga, boa ouvinte, o suficiente para me queres só para ti e apenas eu te baste...
Sinto me nua... tão nua mas mereço, porque não te mereço a ti.... Desculpa eu não queria... mas sinto me nua sem ti...
Quanto te vejo com esse teu ar despreocupado... sinto-me nua quando falas nela, é como se ela fosse melhor que eu em todos os aspectos, mais bonita, mais inteligente, mais magra, mais sensual, mais digna do teu toque que eu... já não me tocas, já não me procuras, já não me desejas, já não te vejo a olhar-me pelo canto do olho... sinto me nua agora. Surgiste do nada, quando pensava que a vida finalmente corria segura, metódica, certa. Deixei me levar pelo impulso de sentir sem remorsos, sem pensar, apenas viver pela primeira vez porque julguei que merecia.
Senti-me bem, lá no alto, poderosa, independente, senhora de mim, como sempre quis ser, fria, sem ligação emocional a ninguem.... mas agora estou nua... tenho frio e mereço, a nudez a frieza... apercebi-me tarde demais que não deixei de sentir, apercebi-me tarde demais o que sentia por quem... sinto me nua e mereço... sinto que me apaixonei mas sei que tu não, sinto que mereço não ser melhor de quem te toma nos braços, de quem te beija os lábios, de quem te sente dentro dela... sinto me nua e mereço. É uma pena que vou carregar para sempre comigo, uma promessa de felicidade que arruinei, um defecho que não chegou, uma dor dilcerante, um abismo constante. Juro te que não queria isto, não queria sentir assim por ti, não gosto de mim assim, apaixonada, fraca, lamechas, mimalha, dependente, carente por um beijo teu, pelo teu toque... não queria mas sinto me nua. Nua sem ti, nua sem mim, perdida, derrotada.... Desculpa, não queria, mas sinto me nua.
Há uma razão pela qual eu estou sempre só. Nunca tomo as decisões certas, nada parece acertado, viver a um é mais facil que a dois, é uma realidade que receio... receio não ser boa companheira, boa amante, boa amiga, boa ouvinte, o suficiente para me queres só para ti e apenas eu te baste...
Sinto me nua... tão nua mas mereço, porque não te mereço a ti.... Desculpa eu não queria... mas sinto me nua sem ti...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Dia mau.
Da janela do meu quarto chove....
Lá fora o mundo e aqui estou eu num outro tão à parte e tão só. Sentada no caixilho vejo a cidade lá fora, tão grande e numerosa, cheia de gente na sua vida, vidas atarefadas sem tempo para olhar para trás. Encolhida, com os joelhos ao peito penso em quão pequena aqui me sinto, sem niguém que me ampare ou acompanhe....
Um casal passa na rua, lá em baixo tão minúsculos que estão. Dão a mão e sorriem... entreolham-se por momentos e voltam a sorrir.... uma criança chora, deixa cair o brinquedo numa poça enlameada.... a mãe corre em auxilio, adivinho as palavras que acompanham o gesto que lhe enxuga as lágrimas... um homem passa a correr com o cão... de phones nos ouvidos passa apressado pelo casal feliz e quase se esbarra com a mulher que corre a acudir o desalento da criança....
a rua tem vida, cá de cima sou mera espectadora, vejo passar a vida sem senti-la passar por mim.... a cidade move-se, cheia de gentes cada uma com sua vida plena, recheada de alegrias e dissabores partilhados por amigos, familia, amantes... corações que se partem, uniões que se fortificam... toda a gente tem um rumo... eu sinto-me à deriva.... Aqui sentada, o movimento da rua deixa-me zonza... descanso os olhos e deito a cabeça nos joelhos.... olho à direita e vejo a minha vida.... uma cama desfeita, livros no chão e na mesinha de cabeceira... o telemóvel silencioso, já quase que nem o uso... uma garrafa de água no chão... roupa pelos cantos do quarto.... não há cores, é tão frio, tão vazio....
Se houvesse o sol iria alto mas ainda estou de vestido de noite... cinzento como o dia, transparente como a minha presença lá fora. Não quero sair, não quero olhar, não quero encarar a realidade não a minha mas a dos outros....
Mais um cigarro, a vida são dois dias, não há nada nela para mim, nada que eu possa fazer por mim, sou vitima de mim mesma e de todos... o som do cigarro a arder faz-me companhia, lá fora ainda chove, aqui dentro também...
Dia após dia chove, dia após dia vejo o dia passar na tentativa vã que amanha seja melhor, outra realidade, mas ela não muda. Traz esperanças de mudanças mas a desilusão anda de mão dada comigo e não me quer largar... farta do engodo, do logro da esperança um dia há ser demais... tenho a certeza, que um dia não irei chorar mais, tenho a certeza que um dia, na plenitude da minha solidão não vou ser feliz, tenho a certeza que um dia não viverei mais por minha porópria vontade....
tinham razão afinal o problema sou eu, sou factor de infelicidade dos outros... tudo o que toco se desfaz, todos que me conhecem me deixam, o mal é meu só pode, a sentença de uma vida destinada ao falhanço, não tenho mais armas para lutar...
Apago o cigarro, olho para o telemovel, ainda nada e outra vez nada... não há nada para mim... então decido. Ainda chove e choro e penso.... o mundo não pára se eu cá não estiver, quem sentirá sequer que uma vida se perdeu... deito-me na cama e finalmente sinto o efeito... agora já não há retorno.... fecho os olhos e sonho que aquela mulher que ri com o olhar sou eu, sonho que aquele beijo do casal, no casal estava eu, sonho que aquela criança é minha e há algo de mim a perpetuar-se, fecho os olhos e sonho que sou a vida lá em baixo a passar.
Já não chove e não choro, sinto dificuldade em respirar... é verdade, vejo a vida perante os meus olhos, tudo passa tão rápido mas tão devagar... tão pouco que ainda fiz ou vi... quem sou eu afinal... agora é tarde não sou mais que um corpo inanimado estendido... cabelo desalinhado, telemóvel perto do rosto... ninguém ligou, continuo só.... caiu uma árvore da floresta que ninguem viu ou ouvir tombar... lá fora sai finalmente o sol de entre as nuvens e a vida continua.....
Lá fora o mundo e aqui estou eu num outro tão à parte e tão só. Sentada no caixilho vejo a cidade lá fora, tão grande e numerosa, cheia de gente na sua vida, vidas atarefadas sem tempo para olhar para trás. Encolhida, com os joelhos ao peito penso em quão pequena aqui me sinto, sem niguém que me ampare ou acompanhe....
Um casal passa na rua, lá em baixo tão minúsculos que estão. Dão a mão e sorriem... entreolham-se por momentos e voltam a sorrir.... uma criança chora, deixa cair o brinquedo numa poça enlameada.... a mãe corre em auxilio, adivinho as palavras que acompanham o gesto que lhe enxuga as lágrimas... um homem passa a correr com o cão... de phones nos ouvidos passa apressado pelo casal feliz e quase se esbarra com a mulher que corre a acudir o desalento da criança....
a rua tem vida, cá de cima sou mera espectadora, vejo passar a vida sem senti-la passar por mim.... a cidade move-se, cheia de gentes cada uma com sua vida plena, recheada de alegrias e dissabores partilhados por amigos, familia, amantes... corações que se partem, uniões que se fortificam... toda a gente tem um rumo... eu sinto-me à deriva.... Aqui sentada, o movimento da rua deixa-me zonza... descanso os olhos e deito a cabeça nos joelhos.... olho à direita e vejo a minha vida.... uma cama desfeita, livros no chão e na mesinha de cabeceira... o telemóvel silencioso, já quase que nem o uso... uma garrafa de água no chão... roupa pelos cantos do quarto.... não há cores, é tão frio, tão vazio....
Se houvesse o sol iria alto mas ainda estou de vestido de noite... cinzento como o dia, transparente como a minha presença lá fora. Não quero sair, não quero olhar, não quero encarar a realidade não a minha mas a dos outros....
Mais um cigarro, a vida são dois dias, não há nada nela para mim, nada que eu possa fazer por mim, sou vitima de mim mesma e de todos... o som do cigarro a arder faz-me companhia, lá fora ainda chove, aqui dentro também...
Dia após dia chove, dia após dia vejo o dia passar na tentativa vã que amanha seja melhor, outra realidade, mas ela não muda. Traz esperanças de mudanças mas a desilusão anda de mão dada comigo e não me quer largar... farta do engodo, do logro da esperança um dia há ser demais... tenho a certeza, que um dia não irei chorar mais, tenho a certeza que um dia, na plenitude da minha solidão não vou ser feliz, tenho a certeza que um dia não viverei mais por minha porópria vontade....
tinham razão afinal o problema sou eu, sou factor de infelicidade dos outros... tudo o que toco se desfaz, todos que me conhecem me deixam, o mal é meu só pode, a sentença de uma vida destinada ao falhanço, não tenho mais armas para lutar...
Apago o cigarro, olho para o telemovel, ainda nada e outra vez nada... não há nada para mim... então decido. Ainda chove e choro e penso.... o mundo não pára se eu cá não estiver, quem sentirá sequer que uma vida se perdeu... deito-me na cama e finalmente sinto o efeito... agora já não há retorno.... fecho os olhos e sonho que aquela mulher que ri com o olhar sou eu, sonho que aquele beijo do casal, no casal estava eu, sonho que aquela criança é minha e há algo de mim a perpetuar-se, fecho os olhos e sonho que sou a vida lá em baixo a passar.
Já não chove e não choro, sinto dificuldade em respirar... é verdade, vejo a vida perante os meus olhos, tudo passa tão rápido mas tão devagar... tão pouco que ainda fiz ou vi... quem sou eu afinal... agora é tarde não sou mais que um corpo inanimado estendido... cabelo desalinhado, telemóvel perto do rosto... ninguém ligou, continuo só.... caiu uma árvore da floresta que ninguem viu ou ouvir tombar... lá fora sai finalmente o sol de entre as nuvens e a vida continua.....
domingo, 30 de janeiro de 2011
Só
Antes que quem possa ler pense que sou depressiva crónica com tendências suicidas vou apenas declarar que este blog para mim é um desabafo sincero, escrito na solidão do meu lar, naquilo que parece ser só meu mas coloco à disposição de quem quer que seja que lê os meus desvarios mentais.
Na realidade escrevo quando me sinto só, triste e menos forte... hoje é mais um desses dias... se da última vez que escrevi me sentia como um poio de merda ostracizado numa rua qualquer, então hoje sou poio de merda que espera que venham limpar esta rua qualquer, que despejem o balde de água fria, que já sinto, que dilua por uma vez a minha essência. Espalhada um pouco por todo o lado e a escorrer até ao esgoto, onde se juntam mais como eu, um dia sentiram-se bem consigo mesmo mas eventualmente alguém lhes fez sentir como um dejecto.
A dor é constante e enturpece o meu pensar. A música berra me aos ouvidos para me impedir o raciocinio que apenas dita criticas surdas... dentro de mim ecoa a culpa e o desalento de quem tem todo o poder para se enaltecer mas ainda assim se deixa sofrer.
Mea culpa, sei concerteza.
Escondo a culpa num sorriso, numa graça, numa piada, num rosto sereno. Cada vez menos me conheço, afinal quem sou? Contemplo o hedonismo e recebo-o de braços abertos sabendo que depois a meus braços volta o desalento de um abraço vazio... de quem novamente se esvaiu.
Não espero que entendam o que digo. Sinceramente continuo à espera que me chamem de louca e me fechem num quarto vazio. Tirem me de mim, calem me o pensamento, impeçam-me o pensar, só assim, inconsciente serei verdadeiramente feliz. Não há felicidade consciente. Perguntam-me porque gosto tanto de recem nascidos. Não é a baba, nem os grunhidos sem sentido, nem a dependencia de cuidados de outrém... é saber que nas minhas mãos está um ser humano, o mais proóximo da verdade e sinceridade que alguma vez estará. Essa pureza, essa inocência, essa verdade alimenta-me a esperança de que a humanidade possa um dia recuperar traços subtis da vida e que vá um dia conhecer alguém que não aja com segundas intenções, alguém transparente, alguém em quem se possa confiar para dizer sempre a verdade, mesmo que não seja aquilo que queira ou espere ouvir, mesmo que arda como uma ferida aberta que nunca vai sarar por completo.
Sinto o peso da desilusão. A desilusão não tem peso? Tem sim, rouba -me espaço no coração e fé para acreditar em quem quer que seja. O nosso caminho é solitário. Podemos nos enganar com o logro da vida a dois, no fim a morte é só minha e apenas minha. Tudo mais quanto guardo são recordações, que nem essas terei a capacidade de guardar. A vida é um fio sempre prestes a quebrar... um caminho estreito no qual tento encaixar alguém que me acompanhe na caminhada, mas mesmo a dois, caminho só... o dia do juízo final aguarda-nos ao virar da esquina o que me leva ao prazer hedonista de fazer o que sinto, sem prejudicar ninguém, mas sei que no fim quem sai ileso és tu, não eu, porque eu sinto o que digo e digo o que sinto.... o ser humano foi feito aos pares mas eu sai da linha de produção. De certo alguém faz de mim study case, só para ver se é possivel resistir a tanta estupidez auto infligida, a tanta merda auto-consumida, a tanta violencia auto-dirigida....
Não espero que entendas o que escrevo mas acredita que mais tarde ou mais cedo estás só e aí é impossivel mentires a ti mesmo.... o que levas da tua vida é a certeza de no fim és tu e só tu que suspiras pela última vez....
Na realidade escrevo quando me sinto só, triste e menos forte... hoje é mais um desses dias... se da última vez que escrevi me sentia como um poio de merda ostracizado numa rua qualquer, então hoje sou poio de merda que espera que venham limpar esta rua qualquer, que despejem o balde de água fria, que já sinto, que dilua por uma vez a minha essência. Espalhada um pouco por todo o lado e a escorrer até ao esgoto, onde se juntam mais como eu, um dia sentiram-se bem consigo mesmo mas eventualmente alguém lhes fez sentir como um dejecto.
A dor é constante e enturpece o meu pensar. A música berra me aos ouvidos para me impedir o raciocinio que apenas dita criticas surdas... dentro de mim ecoa a culpa e o desalento de quem tem todo o poder para se enaltecer mas ainda assim se deixa sofrer.
Mea culpa, sei concerteza.
Escondo a culpa num sorriso, numa graça, numa piada, num rosto sereno. Cada vez menos me conheço, afinal quem sou? Contemplo o hedonismo e recebo-o de braços abertos sabendo que depois a meus braços volta o desalento de um abraço vazio... de quem novamente se esvaiu.
Não espero que entendam o que digo. Sinceramente continuo à espera que me chamem de louca e me fechem num quarto vazio. Tirem me de mim, calem me o pensamento, impeçam-me o pensar, só assim, inconsciente serei verdadeiramente feliz. Não há felicidade consciente. Perguntam-me porque gosto tanto de recem nascidos. Não é a baba, nem os grunhidos sem sentido, nem a dependencia de cuidados de outrém... é saber que nas minhas mãos está um ser humano, o mais proóximo da verdade e sinceridade que alguma vez estará. Essa pureza, essa inocência, essa verdade alimenta-me a esperança de que a humanidade possa um dia recuperar traços subtis da vida e que vá um dia conhecer alguém que não aja com segundas intenções, alguém transparente, alguém em quem se possa confiar para dizer sempre a verdade, mesmo que não seja aquilo que queira ou espere ouvir, mesmo que arda como uma ferida aberta que nunca vai sarar por completo.
Sinto o peso da desilusão. A desilusão não tem peso? Tem sim, rouba -me espaço no coração e fé para acreditar em quem quer que seja. O nosso caminho é solitário. Podemos nos enganar com o logro da vida a dois, no fim a morte é só minha e apenas minha. Tudo mais quanto guardo são recordações, que nem essas terei a capacidade de guardar. A vida é um fio sempre prestes a quebrar... um caminho estreito no qual tento encaixar alguém que me acompanhe na caminhada, mas mesmo a dois, caminho só... o dia do juízo final aguarda-nos ao virar da esquina o que me leva ao prazer hedonista de fazer o que sinto, sem prejudicar ninguém, mas sei que no fim quem sai ileso és tu, não eu, porque eu sinto o que digo e digo o que sinto.... o ser humano foi feito aos pares mas eu sai da linha de produção. De certo alguém faz de mim study case, só para ver se é possivel resistir a tanta estupidez auto infligida, a tanta merda auto-consumida, a tanta violencia auto-dirigida....
Não espero que entendas o que escrevo mas acredita que mais tarde ou mais cedo estás só e aí é impossivel mentires a ti mesmo.... o que levas da tua vida é a certeza de no fim és tu e só tu que suspiras pela última vez....
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Sinto me poio de merda de uma rua qualquer...
Hoje é um daqueles dias em que me sinto como o maior poio de merda de uma rua qualquer.
Não sei porquê tanta aflição. Dizer isto é o mesmo que dizer acho que estou apaixonada e não queria, doi só de pensar que penso aquilo que devo sentir em vez de apenas sentir... e quando penso tempo suficiente acho que estou bem só... no meio de uma rua qualquer, não precisa de ser especial... qualquer canto pode ser o meu lugar, daquele poio de merda que ninguém quer levar no sapato.
Porque sei que te desvias de mim, não me queres colada a ti como merda num sapato, então vais por outra rua e eu sei que vais, então, aí sim, sinto me como um verdadeiro poio... que não tem valor, que não é agradavél, aquilo que ninguém quer ter por perto.
Não quero a segunda escolha, quero a primeira, não quero que me deixem para segundo lugar, ou para pior... então aí sim sinto me como merda pior que merda... sou simples poio numa rua à espera que alguém se digne a me levar a mim, merda insignificante, colada num sapato já que tu não te queres sujar comigo.... Afinal queria te a ti mas como não me queres... a merda é a mesma....
Não sei porquê tanta aflição. Dizer isto é o mesmo que dizer acho que estou apaixonada e não queria, doi só de pensar que penso aquilo que devo sentir em vez de apenas sentir... e quando penso tempo suficiente acho que estou bem só... no meio de uma rua qualquer, não precisa de ser especial... qualquer canto pode ser o meu lugar, daquele poio de merda que ninguém quer levar no sapato.
Porque sei que te desvias de mim, não me queres colada a ti como merda num sapato, então vais por outra rua e eu sei que vais, então, aí sim, sinto me como um verdadeiro poio... que não tem valor, que não é agradavél, aquilo que ninguém quer ter por perto.
Não quero a segunda escolha, quero a primeira, não quero que me deixem para segundo lugar, ou para pior... então aí sim sinto me como merda pior que merda... sou simples poio numa rua à espera que alguém se digne a me levar a mim, merda insignificante, colada num sapato já que tu não te queres sujar comigo.... Afinal queria te a ti mas como não me queres... a merda é a mesma....
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