Vieste assim, devagar devagarinho.
Disfarçado, camuflado desinteressado e acabaste por despertar algo em mim.
Tenho saudades quando não estás lá, exigo a tua atenção só para mim, espero-te todas as noites e porquê?
Porque me confortas e respeitas? Porque me falas sem necessidade, porque me divertes com o teu português tão diferente do meu, porque me fazes sentir bem, porque me fazes sentir algo que não sei bem definir.
As minhas palmas não suam até porque não tocam nas tuas; não sei se me arde o teu toque; quando te vejo ressinto-me, sem a protecção opaca de um ecrã não sei o que dizer, nem sei porque, isto não tem razão de ser, nem devia ter acontecido.
Assim de repente já nem sei se sabia aquio que pensava que queria, não porque não posso tê-lo (agora o sei com certeza) mas porque já não o quero.
Quero te a ti, mas não assim. Quero a tua companhia, a tua presença, se estou contigo estou bem - não me interessa se estou feliz ou triste; não me interessa se quando olho no espelho me repudia o reflexo, não me interessa ser quem não sou nem o quero porque contigo tudo é bem mais simples.
Então quando cantas para mim, este mundo é só meu.
As palavras que cantas são tuas, o interlocutor sou eu...
Contigo ultrapassei preconceitos, aprendi a ser mais receptiva, a ver o que antes não me interessava mas a troco de quê?
Não queres a minha presença a não ser a virtual. Medo de que se perca a maravilha, aquele compromisso, aquela lullaby que entoas para mim antes de adormeceres, que te alivia a alma e o pesar?
Mas o que cantas são saudades de alguém que te é especial e que eu desconheço?
Agora começa a tormenta ou repete-se o ciclo.
Ainda bem que ninguem lê estes meus pensamentos transcritos, tão esquizofrénicos, tão ingratos, que dilaceram minh'alma como se fossem lâminas encobertas em chamas, que picam e ardem vezes e vezes sem conta...
Tanto pensamento, tão pouca coragem, tanto medo de perder aquilo que nem sei se tenho, se é k é meu ou alguma vez foi.
Não percebo não entendo apenas doi pensar que possas não te interessar se me doi ou não imaginar sequer que vais partir para os braços de quem desconheço, sem nunca mais voltar...
Vou regressar à minha caverna, ao meu longo pesar...
Não quero ver ninguém, não quero sequer respirar... espero que regresses cedo... se é que é um regressar para mim, a mim e só para mim, volta a cantar....
quarta-feira, 22 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
N
Hoje queria morrer.
Morrer não, não existir senão de forma etérea, leve como o ar, transparente como a água, invisível como sempre sou.
Queria estar num estado marinado para não ter de suportar esta mente que a si mente compulsivamente, em busca de um sonho, de um ideal fabricado, de ti.
Se cortasse os meus pulsos deles jorrariam um sangue quente, apaixonado, cheio de paixão cega que cega qualquer um, incluindo eu, não eu mas EU. Aquilo que habita o meu corpo mas não sabe o que é. Não sabe porque sente o que sente se é que sente ou apenas pensa que sente, ou sequer se até pensa aliás...
O imenso mar vermelho que sairia do meu corpo levaria ele consigo isto que sinto ou que penso ser a minha existência. Será que poderia alimentar a terra e eu me transformaria em árvore, ou flor, ou fruto ou qualquer outro ser, que sem ser é, não pensa, não sente mas existe.
Será que existe? Eu exist0?
Para quem? Para mim? Para quem me vê, ouve e toca?
Há um planeta inteiro que existe sem o nosso conhecimento - assim se delineam as fronteiras do que realmente chamamos de ser.
Então que sou eu? Uma fina camada de esotérico que me torna hospedeira de mim mesma? Prisioneira de mim mesma? Ou um todo. Será que existo enxuta? Sem ponta de paixão em mim? De sangue que me percorra as veias? E esse corpo inanimado, efémero e enfermo que dura apenas uma vida e se deteora ao segundo, é mesmo meu ou um aluguer?
Qual o preço do aluguer de um corpo numa vida? Se não tenho memória quando abandono esta machina animata, o k resta? Se não gravo a vida, de que me serve ela na posteriordade, se é que esta existe.
E onde entras tu? Meu anjo, meu sonho, minha tortura, meu pesadelo? E o amor, será que é?, que sinto por ti. O que me faz ele a mim e a ti? A nós? Apenas serve uma necessidade egoísta de companhia, prazer carnal, em quem descarregar as maleitas da vida e festejar os pequenos rasgos de luz, de felicidade?
E onde entram as guerras, a perpetuação da espécie, os laços de amizade, o trabalho, a rotina infernal de quem apenas a certeza de estar a caminhar para o fim... ou princípio...
E a religião? Esperança de absolvição do que o nosso super ego implementa como errado; esperança de um sentido à incompreensível e misteriosa estrada da nossa existência, ou vida apenas....
Se a morte é um sono profundo, então espero sonhar contigo eternamente.
Viver uma vida eterna de engodo, fado feliz, se te tenho, se és meu.
Se te puder sentir, os teus lábios nos meus, o toque quente da tua pele, a força do teu corpo contra o meu, então quero sonhar, eternamente contigo...
Quero sentir a tua respiração na minha pele, o teu sabor na minha língua, o teu cheiro misturado om o meu e o teu toque em todo o meu eu, quero te sentir de forma física e metafísica.
Quero sentir te parte de mim, deste eu que ultrapassa este corpo agreste, que não se reconhece a si mesmo já que tambem esse ignoro e, pois, imagino, bem melhor, bem diferente, bem mais do teu agrado mas nunca do meu...
Quero te aqui e agora, meu e só meu.
Quem te quer sou eu e eu, todo o meu ser, meu corpo, minha mente, minha alma, minha essência...porque resistes então? Deixa-te ser meu, quero ser tua, dar te tudo de mim, pois só isso faz sentido...
Que escorra em ti meu sangue, que o bebas ferozmente. Que te aqueça o coração e me dê uma razão para deambular nesta terra contigo...
Matem-me, o quão difícil é estar aqui, nesta consciência, neste eu, neste ser, neste hospedeiro, neste casulo que nunca vai realmente mostrar quem sou EU, eu mesma, aqui ao fundo, aqui dentro, triste aprisionada, limitada por mim mesma, acorrentada a um pesar de existências....
Este eu que não se quer, este eu que tantas incertezas tem...
Quem me dera ser leve e livre, como o ar...
Morrer não, não existir senão de forma etérea, leve como o ar, transparente como a água, invisível como sempre sou.
Queria estar num estado marinado para não ter de suportar esta mente que a si mente compulsivamente, em busca de um sonho, de um ideal fabricado, de ti.
Se cortasse os meus pulsos deles jorrariam um sangue quente, apaixonado, cheio de paixão cega que cega qualquer um, incluindo eu, não eu mas EU. Aquilo que habita o meu corpo mas não sabe o que é. Não sabe porque sente o que sente se é que sente ou apenas pensa que sente, ou sequer se até pensa aliás...
O imenso mar vermelho que sairia do meu corpo levaria ele consigo isto que sinto ou que penso ser a minha existência. Será que poderia alimentar a terra e eu me transformaria em árvore, ou flor, ou fruto ou qualquer outro ser, que sem ser é, não pensa, não sente mas existe.
Será que existe? Eu exist0?
Para quem? Para mim? Para quem me vê, ouve e toca?
Há um planeta inteiro que existe sem o nosso conhecimento - assim se delineam as fronteiras do que realmente chamamos de ser.
Então que sou eu? Uma fina camada de esotérico que me torna hospedeira de mim mesma? Prisioneira de mim mesma? Ou um todo. Será que existo enxuta? Sem ponta de paixão em mim? De sangue que me percorra as veias? E esse corpo inanimado, efémero e enfermo que dura apenas uma vida e se deteora ao segundo, é mesmo meu ou um aluguer?
Qual o preço do aluguer de um corpo numa vida? Se não tenho memória quando abandono esta machina animata, o k resta? Se não gravo a vida, de que me serve ela na posteriordade, se é que esta existe.
E onde entras tu? Meu anjo, meu sonho, minha tortura, meu pesadelo? E o amor, será que é?, que sinto por ti. O que me faz ele a mim e a ti? A nós? Apenas serve uma necessidade egoísta de companhia, prazer carnal, em quem descarregar as maleitas da vida e festejar os pequenos rasgos de luz, de felicidade?
E onde entram as guerras, a perpetuação da espécie, os laços de amizade, o trabalho, a rotina infernal de quem apenas a certeza de estar a caminhar para o fim... ou princípio...
E a religião? Esperança de absolvição do que o nosso super ego implementa como errado; esperança de um sentido à incompreensível e misteriosa estrada da nossa existência, ou vida apenas....
Se a morte é um sono profundo, então espero sonhar contigo eternamente.
Viver uma vida eterna de engodo, fado feliz, se te tenho, se és meu.
Se te puder sentir, os teus lábios nos meus, o toque quente da tua pele, a força do teu corpo contra o meu, então quero sonhar, eternamente contigo...
Quero sentir a tua respiração na minha pele, o teu sabor na minha língua, o teu cheiro misturado om o meu e o teu toque em todo o meu eu, quero te sentir de forma física e metafísica.
Quero sentir te parte de mim, deste eu que ultrapassa este corpo agreste, que não se reconhece a si mesmo já que tambem esse ignoro e, pois, imagino, bem melhor, bem diferente, bem mais do teu agrado mas nunca do meu...
Quero te aqui e agora, meu e só meu.
Quem te quer sou eu e eu, todo o meu ser, meu corpo, minha mente, minha alma, minha essência...porque resistes então? Deixa-te ser meu, quero ser tua, dar te tudo de mim, pois só isso faz sentido...
Que escorra em ti meu sangue, que o bebas ferozmente. Que te aqueça o coração e me dê uma razão para deambular nesta terra contigo...
Matem-me, o quão difícil é estar aqui, nesta consciência, neste eu, neste ser, neste hospedeiro, neste casulo que nunca vai realmente mostrar quem sou EU, eu mesma, aqui ao fundo, aqui dentro, triste aprisionada, limitada por mim mesma, acorrentada a um pesar de existências....
Este eu que não se quer, este eu que tantas incertezas tem...
Quem me dera ser leve e livre, como o ar...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A dor ou o vazio?
Não há maior tristeza do que recordar a vida passada com olhos pesados e concluir que não vivi.
Assim quero rir, chorar, desesperar, amar, detestar, gritar em plenos pulmões, vibrar para aprender... sempre e cada vez mais.
Cair de cara no chão e saber que sou capaz de me erguer mais uma vez para continuar... mesmo que seja para cair novamente.
A vida é uma escada, que não se quer em caracol.
Fazer sempre o mesmo não é viver - é sobreviver.
Então quero arriscar, viver ao extremo.
Não quero ser boa quero ser extraordinária.
Não quero ser feliz, quero a felicidade!
Quero o inatingível porque sei que assim vou estar sempre a lutar.
A dor nada mais é senão o manifestar da vida.
É a forma de saber o que lhe é antagónico.
O bom existe porque exite o mal.
A felicidade existe graças à tristeza.
Então se a dor existe venha ela, porque se o oposto lhe sucede então que doa, mas doa muito, bastante mesmo porque só assim viverei em pleno.
Se tenho de escolher dor ou vazio escolho dor... pois ser se vazio é ser-se um "não ser"; é deixar -se ir, é perpetuar uma linha recta que não sabe onde começou nem tem qualquer rumo...
Vazio de emoções, vazio de pensamento, vazio de sensações, não sou ser vivo - sou ossos, sou músculo, sou gordura, sou água, sou pele....
Nada mais sou senão um servo do próprio fado a que me resignei.
Então que volte a doer e sempre doa, sim sou masoquista mas nunca, na vida, hei-de desistir de SER...
Assim quero rir, chorar, desesperar, amar, detestar, gritar em plenos pulmões, vibrar para aprender... sempre e cada vez mais.
Cair de cara no chão e saber que sou capaz de me erguer mais uma vez para continuar... mesmo que seja para cair novamente.
A vida é uma escada, que não se quer em caracol.
Fazer sempre o mesmo não é viver - é sobreviver.
Então quero arriscar, viver ao extremo.
Não quero ser boa quero ser extraordinária.
Não quero ser feliz, quero a felicidade!
Quero o inatingível porque sei que assim vou estar sempre a lutar.
A dor nada mais é senão o manifestar da vida.
É a forma de saber o que lhe é antagónico.
O bom existe porque exite o mal.
A felicidade existe graças à tristeza.
Então se a dor existe venha ela, porque se o oposto lhe sucede então que doa, mas doa muito, bastante mesmo porque só assim viverei em pleno.
Se tenho de escolher dor ou vazio escolho dor... pois ser se vazio é ser-se um "não ser"; é deixar -se ir, é perpetuar uma linha recta que não sabe onde começou nem tem qualquer rumo...
Vazio de emoções, vazio de pensamento, vazio de sensações, não sou ser vivo - sou ossos, sou músculo, sou gordura, sou água, sou pele....
Nada mais sou senão um servo do próprio fado a que me resignei.
Então que volte a doer e sempre doa, sim sou masoquista mas nunca, na vida, hei-de desistir de SER...
Esclarecimento
Se o meu coração falasse era isto que diria.
Se ele pensasse seria no futuro que pensaria para ocupar o vazio que o preeenche de tempos a tempos.
Se ele se pudesse expressar estaria a sorrir com uma lágrima no olho, se o tivesse.
É que o meu coração livre, ganha asas imaginárias. Vagueia não pelas memórias e não pelos sonhos mas pelo espaço vago que tem pela frente.
Ele não se acusa nem desespera, ele não se denuncia nem se retém. É livre, com vontade própria, faz o que bem lhe convém.
Não bate tristemente por bater, nem tão pouco se preocupa com isso. Se falasse diria que não sabe que diz, se pensasse enlouqueceria.
Mas no fundo aquilo que sabe é que se escrevesse directamente o que pensa, não mediria palavras nem segundas interpretações.
Diria o que lhe apetece porque é livre, sem medo de associações. Até porque como vai voando, sem nunca querer pousar de ramo em ramo, procura sempre o melhor local onde descansar. Enquanto não pousa vai contando histórias antigas, recentes ou mesmo improvisadas sem nunca ter medo de voar até à exaustão e no fim não encontrar um local só seu.
Para se entreter a si e aos demais, seja catarse ou invenção, paira a dúvida, aquilo que diz sente sempre, nem que na terceira pessoa inventada ou vivida para apenas dar a ilusão de que é de ti que fala ou dele falou, em todas as estórias que disse, narrou ou inventou...
Se ele pensasse seria no futuro que pensaria para ocupar o vazio que o preeenche de tempos a tempos.
Se ele se pudesse expressar estaria a sorrir com uma lágrima no olho, se o tivesse.
É que o meu coração livre, ganha asas imaginárias. Vagueia não pelas memórias e não pelos sonhos mas pelo espaço vago que tem pela frente.
Ele não se acusa nem desespera, ele não se denuncia nem se retém. É livre, com vontade própria, faz o que bem lhe convém.
Não bate tristemente por bater, nem tão pouco se preocupa com isso. Se falasse diria que não sabe que diz, se pensasse enlouqueceria.
Mas no fundo aquilo que sabe é que se escrevesse directamente o que pensa, não mediria palavras nem segundas interpretações.
Diria o que lhe apetece porque é livre, sem medo de associações. Até porque como vai voando, sem nunca querer pousar de ramo em ramo, procura sempre o melhor local onde descansar. Enquanto não pousa vai contando histórias antigas, recentes ou mesmo improvisadas sem nunca ter medo de voar até à exaustão e no fim não encontrar um local só seu.
Para se entreter a si e aos demais, seja catarse ou invenção, paira a dúvida, aquilo que diz sente sempre, nem que na terceira pessoa inventada ou vivida para apenas dar a ilusão de que é de ti que fala ou dele falou, em todas as estórias que disse, narrou ou inventou...
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Senhorinha de Magalhães
Perdida na imensidão do Universo, sou alma errante que busca sem encontrar um local a que chamar lar.
Fujo e afasto-me de tudo e de todos sem nunca perceber que era de mim de quem mais queria fugir.
Tantas vezes amei e desamei. Tantas vezes errei para não evoluir.
Presa a nada a não ser o ar, volto a reencarnar, volto a viver.
Serei eu? Serei alguém? Lembrar-me-ei no fim, como que num balanço de vidas, se algo aprendi? Ou vivo vezes e vezes sem conta sem nunca saber afinal que vivi e para que vivi.
Para quem vivi? Para mim, única e exclusivamente eu! A minha vontade egoísta de sentir, pertencer, encontrar um pedaço de terra só meu.
De nada me serve. A vida é uma escada que vou subindo e descendo muitas vezes sem saber se subo ou desço apenas noto que me movo, sem rumo ou destino. Será fado ou engodo o termo, se é que existe, da vida?
Agora com os olhos enrugados pelo tempo. Muitas vezes não sei quem sou ou quem fui.
Tudo o que tinha, nem sei mais que tive, nem sei que tenho, apenas sigo a maré num local estranho a que chamo lar. Perdeu o aconchego a palavra. Nada mais é que um depósito que me recorda, quando consciente, de que daqui só saio noutra vida, se é que a há.
Qual lar, qual vida, qual destino, cruel (?) que me resta. Agora que me olham com o pesar no rosto, de quem vem por frete, sabe se lá ver-me por uma vez mais antes de existir noutra vida, se é que a há.
Recordo-te agora com saudade. Meu exemplo de força e mulher, que muito sofreu mas aventurou e desafiou. Podes não saber quem és mas sei eu quem foste e és ainda e espero que ainda sejas por muito tempo mais.
Posso apenas imaginar o meu fado, tu já conheces o teu.
Desculpa a impaciência, desculpa o mau feitio, desculpa as visitas escassas, desculpa o peso no rosto de quem tem medo que me olhes e me reconheças pela última vez, embora teu coração ainda bata, teus pulmões ainda respirem e a tua mente se perca no imaginário mundo que criarás quando o Alzheimer tomar conta de quem és e foste.
Não tenhas medo nem vergonha.
Para mim sempre foste e serás a melhor avó do mundo.
Fujo e afasto-me de tudo e de todos sem nunca perceber que era de mim de quem mais queria fugir.
Tantas vezes amei e desamei. Tantas vezes errei para não evoluir.
Presa a nada a não ser o ar, volto a reencarnar, volto a viver.
Serei eu? Serei alguém? Lembrar-me-ei no fim, como que num balanço de vidas, se algo aprendi? Ou vivo vezes e vezes sem conta sem nunca saber afinal que vivi e para que vivi.
Para quem vivi? Para mim, única e exclusivamente eu! A minha vontade egoísta de sentir, pertencer, encontrar um pedaço de terra só meu.
De nada me serve. A vida é uma escada que vou subindo e descendo muitas vezes sem saber se subo ou desço apenas noto que me movo, sem rumo ou destino. Será fado ou engodo o termo, se é que existe, da vida?
Agora com os olhos enrugados pelo tempo. Muitas vezes não sei quem sou ou quem fui.
Tudo o que tinha, nem sei mais que tive, nem sei que tenho, apenas sigo a maré num local estranho a que chamo lar. Perdeu o aconchego a palavra. Nada mais é que um depósito que me recorda, quando consciente, de que daqui só saio noutra vida, se é que a há.
Qual lar, qual vida, qual destino, cruel (?) que me resta. Agora que me olham com o pesar no rosto, de quem vem por frete, sabe se lá ver-me por uma vez mais antes de existir noutra vida, se é que a há.
Recordo-te agora com saudade. Meu exemplo de força e mulher, que muito sofreu mas aventurou e desafiou. Podes não saber quem és mas sei eu quem foste e és ainda e espero que ainda sejas por muito tempo mais.
Posso apenas imaginar o meu fado, tu já conheces o teu.
Desculpa a impaciência, desculpa o mau feitio, desculpa as visitas escassas, desculpa o peso no rosto de quem tem medo que me olhes e me reconheças pela última vez, embora teu coração ainda bata, teus pulmões ainda respirem e a tua mente se perca no imaginário mundo que criarás quando o Alzheimer tomar conta de quem és e foste.
Não tenhas medo nem vergonha.
Para mim sempre foste e serás a melhor avó do mundo.
Basta!
Chega! Não! Pára! Não quero mais!
Nada de palpitações, nada de suores, nada de me deixares a sofucar.
Chega, basta, não batas mais!
Coração destemido que tantas vezes choras de desilusão, bates e bates e bates cada vez mais e sempre mais, a correr, sem parar, vez após vez, machina animata és, sofres, choras, páras, recomeças, voltas a bater quando já me prometeste parar.
Pára, não quero mais: Escolhes sempre quem não acompanha teu passo desenfreado. Louco de paixão, sem medo ou pudor, bates e bates cada vez mais, bates profundamente e depois cais, redondo no chão.
É verdade, sempre te levantas mas não quero mais. Desliga o botão, não te apaixones mais.
Por favor pára!
Basta, chega não aguento mais que batas sem parar por quem não te quer amar...
Nada de palpitações, nada de suores, nada de me deixares a sofucar.
Chega, basta, não batas mais!
Coração destemido que tantas vezes choras de desilusão, bates e bates e bates cada vez mais e sempre mais, a correr, sem parar, vez após vez, machina animata és, sofres, choras, páras, recomeças, voltas a bater quando já me prometeste parar.
Pára, não quero mais: Escolhes sempre quem não acompanha teu passo desenfreado. Louco de paixão, sem medo ou pudor, bates e bates cada vez mais, bates profundamente e depois cais, redondo no chão.
É verdade, sempre te levantas mas não quero mais. Desliga o botão, não te apaixones mais.
Por favor pára!
Basta, chega não aguento mais que batas sem parar por quem não te quer amar...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Jogos de amor
Sempre fui cega e virei as costas ao Cupido.
Aliás o cupido é que é cego, ou come palha, tem fraca pontaria ou é um porco sádico.
Mas que raio??!!??
Já repararam que na natureza as coisas são bem mais simples?
Vejamos um cão: ai e tal tás com o cio? buga lá cadela....
Como assim hoje em dia ainda há cães que abandonam as crias e companheiras só porque já não lhes acham tanta piada ou então as crias afinal choram, berram, cagam, vomitam e ficam caras à brava....
ok pronto a vida selvagem é menos complicada mas também é livre de compromissos.
Eu gosto de compromissos... se tudo mais hoje em dia já é banal, então o compromisso é uma das poucas coisas que posso dar a quem amo... que é só meu e de mais ninguém.
Mas, raios, porque tem de ser tão complexo! Não percebo nem subscrevo o joguinho do "quanto mais me bates ou rejeitas mais gosto de ti".
Fazer de conta que tenho mais que fazer, quando na verdade estou a morrer de vontade para sair contigo idiota!!!
Fazer de conta que não te vejo, quando na realidade a tua cara é a primeira que procuro...
Fazer de conta que não me aquece nem me arrefece quando na realidade dói quando me ignoras...
Mas aqui entra a parte em que o jogo até pode nem ser jogo, aliás pode ser só fruto da imaginação de quem gosta ou necessita de gostar (?) não, gosta mesmo....
Estarei a imaginar coisas? Ou a percebê-las mal? Estarei assim tão inocentemente apaixonada que não vejo o óbvio? Que tudo não passa de um sonho que não é nem nunca será real a não ser que durma profundamente por toda a eternidade?
Não, não percebo.... mas mesmo que queria peceber lá vem a merda do jogo... não confirmo nem desconfirmo, não respondo, sorrio e deixo a dúvida no ar...
Será por isso que penso em ti todos os dias? Será por isso que me fascinas? Ou antes admiro a tua paciência de santo? Porque meu amor, no amor, não sei esperar.... quero saborear a essência do teu ser o quanto antes (não me refiro ao desejo carnal, essa nunca foi nem será a essência do ser mas fruto da condição humana).... mas sim eu sei, o melhor é ir devagar para melhor saborear...
Deixa me pelo menos saber se é jogo ou engodo, se é esperança ou desinterpretação, se é sonho ou feliz realidade aquilo que eu penso que despoleto em ti.
Generosidade, paixão, carinho, pena, interesse?
Diz me já. Eu sou crescidinha. Lido bem com a perda sempre lidei.
Não sou vencida mas travo batalhas que nem sempre ganho...
Diz me que te conquistei, diz me que queres saber quem sou para que eu te possa ir relevando o meu ser já que a tua voz doce, leve como um sussurro, o teu olhar penetrante e o teu toque quente, macio, acolhedor e envolvente não me deixam nunca dizer o que penso nem pensar no que digo.
Livra-me desta tortura mental que me consome. Livra-me deste jogo que não sei jogar e toma-me como tua, como um dia poderei vir a ser...
Aliás o cupido é que é cego, ou come palha, tem fraca pontaria ou é um porco sádico.
Mas que raio??!!??
Já repararam que na natureza as coisas são bem mais simples?
Vejamos um cão: ai e tal tás com o cio? buga lá cadela....
Como assim hoje em dia ainda há cães que abandonam as crias e companheiras só porque já não lhes acham tanta piada ou então as crias afinal choram, berram, cagam, vomitam e ficam caras à brava....
ok pronto a vida selvagem é menos complicada mas também é livre de compromissos.
Eu gosto de compromissos... se tudo mais hoje em dia já é banal, então o compromisso é uma das poucas coisas que posso dar a quem amo... que é só meu e de mais ninguém.
Mas, raios, porque tem de ser tão complexo! Não percebo nem subscrevo o joguinho do "quanto mais me bates ou rejeitas mais gosto de ti".
Fazer de conta que tenho mais que fazer, quando na verdade estou a morrer de vontade para sair contigo idiota!!!
Fazer de conta que não te vejo, quando na realidade a tua cara é a primeira que procuro...
Fazer de conta que não me aquece nem me arrefece quando na realidade dói quando me ignoras...
Mas aqui entra a parte em que o jogo até pode nem ser jogo, aliás pode ser só fruto da imaginação de quem gosta ou necessita de gostar (?) não, gosta mesmo....
Estarei a imaginar coisas? Ou a percebê-las mal? Estarei assim tão inocentemente apaixonada que não vejo o óbvio? Que tudo não passa de um sonho que não é nem nunca será real a não ser que durma profundamente por toda a eternidade?
Não, não percebo.... mas mesmo que queria peceber lá vem a merda do jogo... não confirmo nem desconfirmo, não respondo, sorrio e deixo a dúvida no ar...
Será por isso que penso em ti todos os dias? Será por isso que me fascinas? Ou antes admiro a tua paciência de santo? Porque meu amor, no amor, não sei esperar.... quero saborear a essência do teu ser o quanto antes (não me refiro ao desejo carnal, essa nunca foi nem será a essência do ser mas fruto da condição humana).... mas sim eu sei, o melhor é ir devagar para melhor saborear...
Deixa me pelo menos saber se é jogo ou engodo, se é esperança ou desinterpretação, se é sonho ou feliz realidade aquilo que eu penso que despoleto em ti.
Generosidade, paixão, carinho, pena, interesse?
Diz me já. Eu sou crescidinha. Lido bem com a perda sempre lidei.
Não sou vencida mas travo batalhas que nem sempre ganho...
Diz me que te conquistei, diz me que queres saber quem sou para que eu te possa ir relevando o meu ser já que a tua voz doce, leve como um sussurro, o teu olhar penetrante e o teu toque quente, macio, acolhedor e envolvente não me deixam nunca dizer o que penso nem pensar no que digo.
Livra-me desta tortura mental que me consome. Livra-me deste jogo que não sei jogar e toma-me como tua, como um dia poderei vir a ser...
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